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LexUriServ.do?uri=COM:2003:0773:FIN:PT:DOC - page 15 / 227

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taxa de emprego dos trabalhadores mais velhos aumentou substancialmente em todos os Estados-Membros, à excepção da Áustria, Alemanha, Grécia e Itália.

Entretanto, as consequências que a sociais a longo prazo do envelhecimento da população europeia estão a tornar-se mais evidentes. Em breve, o secular crescimento da dimensão da população europeia em idade activa interromper-se-á e em menos de uma década o impacto da passagem à reforma da geração do baby boom começará a sentir-se na sua plenitude. Ainda que a fertilidade tenha aumentado ligeiramente, de 1,45 filhos por mulher em 1999 para 1,47 em 2001, está ainda longe do nível de substituição de 2,1. A esperança de vida está a aumentar - na última década, aumentou dois anos, tanto no caso dos homens como das mulheres - e a mortalidade concentra-se cada vez mais na velhice. Actualmente, as pessoas com mais de 65 anos representam 16% do total da população e as com menos de 15 anos, 17%. Já em 2010 estas proporções serão invertidas. O aumento mais dramático verificar-se-á no número de pessoas “muito idosas” (mais de 80 anos), que registará um acréscimo de quase 50% nos próximos 15 anos.

As crescentes taxas de dependência exigirão da sociedade que dê resposta às necessidades de cuidados. Ao mesmo tempo, os desenvolvimentos observados nas estruturas familiares minam lentamente as condições objectivas para a solidariedade intergeracional no seio da família. As pessoas casam menos e mais tarde, as rupturas são mais frequentes. Persiste ainda a tendência para agregados familiares mais pequenos, com mais pessoas a viver sós, independentemente da faixa etária. Verifica-se também um aumento significativo do número de crianças a viver com um só adulto e uma queda do número de casais com filhos. Em 2000, 10% das crianças dos 0 aos 14 anos viviam com um só adulto, contra 6% em 1990. A esmagadora maioria dos agregados monoparentais é constituída por mulheres.

Risco de pobreza monetária: comparações entre os países em 2001

Na ausência de um conjunto plenamente desenvolvido de indicadores que traduzam a natureza pluridimensional da questão, a análise da pobreza e da exclusão social na UE assenta largamente nos indicadores disponíveis, em grande parte ligados ao rendimento. Há uma incidência especial em indicadores que mostram a relação com o nível médio de prosperidade num determinado país num dado momento. Uma noção absoluta é menos relevante para a UE por dois motivos básicos. Em primeiro lugar, porque, ao contrário do que acontece em partes menos desenvolvidas do mundo, o desafio essencial para a Europa reside não em atingir padrões de vida básicos, mas em conseguir que toda a população partilhe dos benefícios de uma elevada prosperidade média. Em segundo lugar, porque o que se considera serem padrões de vida minimamente aceitáveis depende, em larga medida, do nível geral de desenvolvimento económico e social que tende a variar consideravelmente de uns Estados-Membros para os outros.

A percentagem de indivíduos que vivem em agregados familiares cujo rendimento é inferior ao limiar de 60% do rendimento mediano nacional é tomada como indicador do risco de pobreza. Em 2001, mais de 55 milhões de pessoas, isto é, 15% da população da UE, foram identificadas como estando em risco de pobreza. Este valor médio para o conjunto da UE oculta variações consideráveis entre os Estados-Membros, com a proporção da população em risco de pobreza a oscilar entre os 10% da Suécia e os 21% da Irlanda.

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