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LexUriServ.do?uri=COM:2003:0773:FIN:PT:DOC - page 172 / 227

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e permaneceu em níveis idênticos em 2001 e 2002 (4,1% e 4%, respectivamente). As perspectivas para 2003 são também optimistas. Estas taxas de crescimento ultrapassam de longe as médias da UE (3,5% em 2000, 1,6% em 2001 e 1% em 2002). Segundo dados nacionais, o emprego total aumentou anualmente 0,76% em 2002 (segundo trimestre) e 1,38% em 2003 (segundo trimestre). Porém, de acordo com dados do Eurostat, a Grécia registou um crescimento negativo do emprego pelo terceiro ano consecutivo em 2002. A taxa de emprego total tem aumentado, estreitando assim ligeiramente o fosso relativamente à média da UE. As disparidades relativas nas taxas de emprego são menos acentuadas se as comparações forem feitas com base na taxa de emprego equivalente a tempo completo, o que reflecte a baixa incidência de trabalho a tempo parcial na Grécia.

O desemprego tem vindo a diminuir desde 2000 e prevêemse novas reduções, mas continua elevado em relação à média da UE 15 (9,6% contra 7,6% em 2002). Está ainda principalmente concentrado nos jovens e nas mulheres, traduzindo diversas ineficácias institucionais e desequilíbrios estruturais. As taxas de desemprego de longa duração e de desemprego juvenil seguem uma tendência descendente mas mantêmse mais elevadas do que as médias da UE. Uma ligeira tendência para a baixa parece agora emergir também na taxa de desemprego das mulheres.

A Grécia tem vindo a envidar sérios esforços desde 1996 para alargar e melhorar o seu sistema de protecção social, quer em termos de qualidade quer de quantidade. Parte desse esforço traduzse no aumento substancial das despesas com a protecção social em percentagem do PIB: de 22,9% em 1990 (contra 25,5% da média da UE) para 26,4% em 2000 (contra 27,3% de média da UE), o que revela uma convergência com a média comunitária. A taxa de pobreza na Grécia continua a ser elevada (20% contra uma média de 15% na UE em 2001), pese embora a emergência de uma tendência descendente ao longo dos últimos anos. A tomada em consideração das rendas imputadas implicaria provavelmente uma incidência mais baixa do risco de pobreza. Seria necessário um aumento da taxa de participação da mãodeobra para prosseguir esta tendência descendente.

Dados do Painel de Agregados Familiares da CE de 2001 revelam que o impacto das pensões e de outras transferências sociais na redução do risco de pobreza é significativo (19 pontos percentuais) e está a aumentar sem estas transferências, o risco de pobreza seria de 39%. Contudo, é ainda menor do que a média da UE (24 pontos percentuais). Os efeitos decorrentes das transferências sociais que não as pensões cifravamse apenas em três pontos percentuais na Grécia, contra 9% da média da UE 15. Não obstante, mesmo para aquelas pessoas que não ultrapassam o limiar de 60%, as transferências conduzem a melhorias significativas nos respectivos rendimentos. A Grécia não adoptou um limiar oficial de pobreza. Ainda que não exista para toda a população um regime generalizado de rendimento mínimo garantido, estão instituídos vários esquemas de prestações em função de categorias de rendimentos dirigidos aos grupos populacionais em maior risco (em especial os idosos, os semabrigo e as pessoas com deficiência). A cobertura destes esquemas foi aumentada, tendo sido acrescentadas novas categorias nos últimos anos.

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