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subir para 9,3% e a taxa de emprego deverá descer para 67,4% em 2003. Todavia, o crescimento económico antecipado para 2004 deverá inverter esta tendência.

Em 2001, havia 11% da população a viver com um rendimento inferior a 60% do rendimento mediano (UE 15: 15%). Em 2000, a Finlândia gastou 25,2% do PIB com a protecção social (UE 15: 27,3%).

O desemprego estrutural continua a constituir um desafio de especial envergadura; o número de pessoas que vivem sós, em elevado risco de pobreza, aumentou de forma significativa na última década; as famílias monoparentais representam 17% do total das famílias, contra 10% há dez anos; as regiões pouco povoadas apresentam problemas específicos, distintos dos que afectam os centros urbanos; as taxas de mortalidade nos diferentes grupos sociais apresentam diferenças significativas; o número de crianças abrangidas por medidas de protecção aumentou.

Os grupos de risco que requerem medidas especiais incluem os desempregados de longa duração, as pessoas em situação de desemprego recorrente e os portadores de deficiência, as crianças que vivem em agregados instáveis, os imigrantes e os doentes mentais, os toxicodependentes, as mulheres vítimas de violência e envolvidas na prostituição, os sobreendividados, os semabrigo, os delinquentes e as populações ciganas.

70.

Avaliação dos progressos realizados desde o PAN Inclusão 2001

O objectivo do último plano consistia em garantir que o nível de pobreza da Finlândia continuasse a ser um dos mais baixos da UE, paralelamente a bons modelos de acção e a recursos adequados para prevenir a exclusão. Estes objectivos foram confirmados. A taxa de pobreza relativa continua das mais baixas da UE e o financiamento necessário foi disponibilizado para a concretização das medidas, a qual decorreu durante o período de vigência do plano. Uma vez que algumas acções estão ainda em curso, sendo o prazo de execução normalmente de 1 a 1,5 anos, não há ainda informação disponível sobre os resultados.

A Finlândia apresenta um conjunto de indicadores e séries cronológicas com início em 1990. Os indicadores de Laeken estão na sua essência abrangidos. São completados por indicadores nacionais, a fim de melhor reflectir certos aspectos prioritários para a Finlândia. O plano salienta a necessidade de desenvolver indicadores adicionais para dar conta da tendência para a acumulação de riscos nas mesmas famílias ou pessoas.

Os indicadores revelam designadamente que o número de beneficiários de medidas de apoio ao rendimento diminuiu, há menos pessoas sobreendividadas, melhorou a percepção que a população tem do seu estado de saúde, a situação dos desempregados de longa duração e dos semabrigo melhorou ligeiramente, a pobreza no emprego é um fenómeno de relevância menor, etc. A pobreza monetária relativa passou de 7,3% para 10,8%, mas o nível de pobreza persistente ajustado pela inflação baixou de 7,3% para 5,7% no período 1995-2001 (dados nacionais). Não obstante o aumento substancial do número de crianças alvo de medidas de protecção e dos importantes desafios que se colocam na consecução de cada um dos objectivos comuns, a Finlândia parece ter enveredado pelo caminho certo. Nada permite atribuir esta evolução positiva ao desenvolvimento do PAN, no entanto, a secção finlandesa da rede europeia de combate à pobreza (EAPN) considera que o processo dos PAN permitiu reforçar as redes entre os vários agentes e sistematizar o debate político no plano nacional.

Para efeitos de avaliação do PAN 2001, foram instados a pronunciarse 50 especialistas em questões de inclusão social, tendo sido também organizadas em 2002 audições de ONG e comunidades locais. O novo plano é acompanhado de uma síntese dos pareceres dos peritos,

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