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LexUriServ.do?uri=COM:2003:0773:FIN:PT:DOC - page 26 / 227

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Fonte: ECHP-UDB (Painel dos Agregados Familiares das Comunidades Europeias), Eurostat, versão de Junho de 2003

Ainda que as pessoas com emprego estejam menos expostas ao risco de pobreza do que outros grupos com estatutos de actividade diferentes, representam uma grande proporção do número total de pessoas em risco de pobreza, já que uma grande parte da população adulta trabalha. Na UE, cerca de um quarto das pessoas com mais de 16 anos em risco de pobreza tem emprego; no Luxemburgo, Países Baixos e Portugal, esta proporção atinge os 40% ou mais. Por conseguinte, a situação de pessoas pobres com emprego deve merecer uma reflexão política. As baixas remunerações são evidentemente um importante factor de risco de pobreza dos que trabalham, mas as reduzidas qualificações e a permanência em empregos instáveis e por vezes a tempo parcial8 podem também conduzir à pobreza, bem como a um nível insuficiente de pensões no futuro. Outros factores igualmente importantes dizem respeito à situação familiar dos trabalhadores: evidentemente, as famílias monoparentais e os agregados com filhos em que apenas uma pessoa aufere rendimentos estão particularmente expostos ao risco de pobreza (ver Quadro 14).

Acresce que a noção de pobreza dos que trabalham apenas parcialmente se refere à situação de indivíduos, uma vez que o risco de pobreza é medido a nível do agregado familiar. Deste modo, o bem-estar económico dos desempregados, dos inactivos e dos que auferem baixos rendimentos depende da soma de todos os recursos com que todos os membros do agregado contribuem. Assim, cada vez mais a ausência de emprego a nível do agregado familiar é reconhecida como um factor fundamental de risco de pobreza.

No conjunto da UE, em 2002, cerca de um em cada dez indivíduos com idades compreendidas entre os 18 e os 59 anos vivia em agregados familiares sem emprego

8Os dados apontam o auto-emprego como sendo outro “factor de risco”. No entanto, a fiabilidade dos dados sobre os rendimentos dos trabalhadores por conta própria não é garantida, em virtude da subdeclaração de rendimentos.

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