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LexUriServ.do?uri=COM:2003:0773:FIN:PT:DOC - page 30 / 227

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mais elevada para aqueles que se encontram abaixo do limiar de risco de pobreza no conjunto da União (16% e 7%, respectivamente), bem como em todos os Estados-Membros (Quadro 23).

2. Principais tendências e desafios novos e emergentes em consequência dos PAN/Inclusão

A tentativa de identificar tendências actuais a partir dos PAN/incl foi dificultada pela ausência de dados recentes, mesmo a nível nacional, e das abordagens assaz distintas utilizadas nos capítulos de análise. De um modo geral, porém, os PAN/incl de 2003 traduzem um clima menos optimista para o combate à pobreza e à exclusão social do que o que vigorava aquando do primeiro exercício de PAN em Junho de 2001. A maioria dos Estados-Membros teme que o actual abrandamento económico, acompanhado pelo aumento do desemprego de longa duração e menos hipóteses de encontrar empregos, possa colocar mais pessoas em risco de pobreza e exclusão social e deteriorar a situação dos já afectados. Contudo, esta percepção varia significativamente segundo o país. Pese embora a situação económica mundial mais difícil, alguns países, ainda que apresentando proporções relativamente elevadas de pessoas em risco de pobreza e exclusão social, continuam a afirmar-se amplamente confiantes de que sustentarão as recentes tendências económicas positivas e que estas contribuirão para reduzir a pobreza e a exclusão social (Grécia, Espanha, Irlanda, Itália, Reino Unido). Outros, embora evidenciem algumas pressões crescentes, mostram-se optimistas em relação à capacidade de manterem os seus níveis relativamente elevados de inclusão social e darem resposta às exigências acrescidas através dos respectivos sistemas bem desenvolvidos, sem no entanto deixarem de salientar a necessidade de prestar mais atenção a grupos particularmente vulneráveis (Bélgica, Dinamarca, Finlândia, Luxemburgo, Países Baixos, Áustria e Suécia). Contudo, vários outros Estados-Membros revelam-se mais pessimistas e apontam um desafio acrescido, em especial em relação ao aumento do desemprego (Alemanha, França, Portugal).

Nos últimos dois anos, foram empreendidos esforços consideráveis em alguns países para reforçar as medidas adoptadas em várias áreas. Em consequência, começam a emergir certas tendências positivas. Em determinados países (Irlanda, Reino Unido), parecem ser reais os avanços na redução do número de pessoas em risco de pobreza persistente ou de longa duração. Foram também dados passos importantes na diminuição da pobreza infantil (Irlanda, Reino Unido).

Como nota negativa, um certo número de tendências parece ser cada vez mais comum em vários países. Os níveis de desemprego estão em alta por todo o lado. Em alguns países, pesem embora determinados desenvolvimentos positivos relativamente ao desemprego, persistem assimetrias de rendimentos relativamente elevadas (Irlanda, Reino Unido). O número de pessoas dependentes de regimes de rendimento mínimo tende a aumentar. Em termos de habitação, há indícios de que as listas de espera aumentaram, havendo a tendência para um acréscimo dos sem-abrigo. Ainda que os padrões de saúde globais tenham sido largamente mantidos, há sinais de um aumento dos problemas de saúde mental e outros relacionados com dependências.

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