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de envidar esforços acrescidos neste contexto. Outro aspecto considerado importante consiste em assegurar uma ligação estreita entre os sistemas de apoio ao rendimento e as políticas destinadas a aumentar a capacidade de as pessoas acederem ao mercado laboral e a pôr fim a situações de dependência prolongada. Do mesmo modo, há que garantir a cuidadosa integração das políticas fiscais, de apoio ao rendimento e de salários mínimos, de forma a que as receitas do trabalho sejam suficientes para tirar as pessoas de situações de pobreza.

Combater as desvantagens educativas através da prevenção e de oportunidades de aprendizagem ao longo da vida: no âmbito deste desafio abrangente, destacam-se agora quatro reptos específicos: desenvolver respostas coordenadas e integradas para prevenir o abandono escolar precoce; oportunidades de aprendizagem para todas as pessoas vítimas de iliteracia funcional; multiplicar as oportunidades de acesso à aprendizagem ao longo da vida para todas as pessoas marginalizadas, com particular incidência nos trabalhadores mais velhos, na população em envelhecimento e nos grupos em elevado risco de exclusão; colocar uma tónica acrescida na educação infantil e num apoio individual atempado e flexível em todas as acções formais de educação e formação (incluindo universidades) para quebrar o ciclo de desvantagens educativas e proporcionar novas oportunidades ao longo de toda a vida. É também importante reconhecer que a aprendizagem ao longo da vida não é só relevante para facilitar a transição das pessoas para o emprego. Tendo em conta que mais de 50% das pessoas com idades superiores a 25 anos estão fora do mercado de trabalho, há que prestar mais atenção à preparação dos indivíduos para uma vida com significado e dignidade fora da esfera laboral. É referida uma falta de competências de homens e mulheres em áreas como a administração do agregado familiar, a parentalidade, a gestão de dinheiros ou dívidas, de riscos de saúde na família e dos cuidados competentes a doentes ou idosos, a cultura e a cidadania activa. Dado que nem as escolas nem as famílias transferem com fiabilidade estas competências essenciais, é claro este novo desafio de proporcionar oportunidades de aprendizagem ao longo da vida para todos.

Preservar a solidariedade familiar ao mesmo tempo que se promove a igualdade entre homens e mulheres e se salvaguardam os direitos e benefícios dos membros da família e os direitos da criança: a natureza mutante da família e as implicações deste fenómeno para a provisão de apoio e cuidados constituem uma preocupação fundamental em vários Estados-Membros. Quase todos os Estados-Membros continuam a ter de fazer face ao desafio de níveis mais elevados de pobreza e exclusão social entre as famílias monoparentais e os agregados de maior dimensão. A importância de manter a equidade em tempos de dificuldade económica é também salientada, na medida em que estes grupos incorrem em riscos ainda maiores. Há também um amplo consenso em torno da ideia segundo a qual para reduzir a longo prazo a pobreza e a exclusão social, o ciclo de pobreza infantil tem de ser quebrado. Todos os Planos de Acção reconhecem a importância que reveste para as famílias a gestão do equilíbrio entre vida profissional e familiar e, neste contexto, há que dar mais atenção à necessidade de assegurar que os grupos com baixos rendimentos beneficiam de medidas destinadas a conciliar vida profissional e familiar. O desafio de prestar apoio a famílias particularmente vulneráveis e, em especial, de combater o problema da violência doméstica é frequentemente mencionado.

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