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e reduzir a toxicodependência. Não obstante, é digno de nota o facto de a questão das zonas urbanas com múltiplas privações estar bem documentada, ao passo que apenas alguns Estados-Membros referem os problemas da pobreza e da exclusão social nas áreas rurais. Os que o fazem sublinham a necessidade de uma tónica acrescida em abordagens pluridimensionais e integradas que dêem resposta a uma vasta gama de problemas interrelacionados, como a emigração resultante em desertificação e envelhecimento demográfico, restrição do tecido económico com limitadas oportunidades de emprego, pequenas explorações agrícolas inviáveis, baixos rendimentos e dependência de prestações sociais, para além da indisponibilidade ou supressão de serviços essenciais. Esta é uma área que merecerá atenção acrescida no futuro desenvolvimento do processo de inclusão social.

Seis prioridades estratégicas

Afigura-se claro da anterior análise que uma estratégia eficaz para reduzir significativamente a pobreza e a exclusão social necessita de uma abordagem pluridimensional e de longo prazo que dê resposta, nomeadamente, aos 8 desafios fundamentais anteriormente identificados. Não obstante, no contexto do clima permanente de incerteza económica e política global, os Estados-Membros são chamados a, nos próximos três anos, prestar atenção especial às 6 prioridades seguidamente apontadas. Estas são particularmente importantes para manter a dinâmica no sentido da consecução da meta de Lisboa de produzir um impacto determinante na erradicação da pobreza e da exclusão social até 2010, e para que as pessoas que estão em maior risco não sofram de forma desproporcionada os efeitos da retracção no crescimento económico ou do controlo dos défices orçamentais.

1.

Promover o investimento em medidas activas do mercado de trabalho e adaptá-las às necessidades das pessoas que encontram maiores dificuldades em aceder ao mercado laboral, e assegurar uma melhor articulação entre protecção social, aprendizagem ao longo da vida e políticas laborais de forma a que se reforcem mutuamente.

2.

Garantir que os sistemas de protecção social, incluindo os regimes de rendimento mínimo, são adequados para que todos possam dispor de rendimento suficiente para viver condignamente e proporcionam incentivos reais ao trabalho para os que têm capacidade de o fazer.

3.

Aumentar o acesso dos mais vulneráveis e das pessoas em maior risco de exclusão social a condições decentes de habitação, a serviços de saúde e cuidados prolongados de qualidade e a oportunidades específicas e regulares de aprendizagem ao longo da vida, incluindo actividades culturais.

4.

Empreender um esforço concertado para prevenir o abandono precoce de escolas e outras áreas formais de educação e formação e solucionar o problema recorrente da transição da escola para o trabalho, em especial no caso dos jovens que deixam o ensino com baixas qualificações.

5.

Colocar a tónica no combate à pobreza infantil enquanto medida fundamental para lutar contra a herança intergeracional de pobreza, com especial incidência

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