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LexUriServ.do?uri=COM:2003:0773:FIN:PT:DOC - page 73 / 227

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Alargar o acesso a acções de educação para os adultos, aumentando a sua literacia e competências básicas: a importância do ensino dos adultos como forma de proporcionar uma segunda oportunidade aos que abandonaram a escola é um tema recorrente (Dinamarca, Irlanda). São várias vezes referidas as necessidades de grupos específicos como as pessoas deficientes, os imigrantes e as mulheres. A Suécia, por exemplo, menciona o alargamento do ensino de adultos (incluindo assistência, aconselhamento e planos de estudo individuais) a imigrantes. Em vários PAN se refere a necessidade de intensificar o combate à iliteracia dos adultos (Bélgica, Alemanha, Dinamarca, França, Países Baixos e Reino Unido). As estimativas sobre o grau de iliteracia dos adultos variam grandemente, dando a impressão de que a Europa necessita de uma grande campanha de alfabetização de adultos. Neste contexto, é urgente estudar metodologias de avaliação para adultos com dificuldades de literacia e numeracia. Em vários PAN, é dada atenção particular a abordagens integradas a nível regional e local (Alemanha, França) e à aprendizagem de línguas por parte dos imigrantes (Dinamarca, França, Países Baixos, Suécia). A Grécia considera unicamente a oportunidade de colmatar as deficiências educativas através da oferta de oportunidades de literacia e aprendizagem ao longo da vida para os recrutas enquanto parte de uma política social mais vasta. Contudo, ainda que a literacia e a numeracia sejam regularmente mencionadas, o acesso a competências relevantes para a sociedade do conhecimento (TIC, competências interpessoais, cívicas e de aprendizagem) raramente é assegurado de forma sistemática a nível local, regional ou nacional. É particularmente o caso das pessoas que já não integram a força de trabalho activa. Em consequência, é necessário garantir que os sistemas de educação para adultos proporcionam um largo espectro de acções de educação e formação que deverão responder às necessidades individuais dos aprendentes, as quais estão frequentemente relacionadas com competências de vida.

A Finlândia sublinha a importância de reforçar ainda mais as oportunidades de aprendizagem ao longo da vida para as pessoas mais velhas. No entanto, pese embora o envelhecimento das populações, a maioria dos PAN não dá muito relevo à questão de facilitar o acesso das pessoas mais velhas a oportunidades de aprendizagem, ainda que haja agora um conjunto cada vez mais importante de boas práticas nos Estados-Membros em matéria de oportunidades intergeracionais de aprendizagem ao longo da vida que poderiam ser aproveitadas.

A impressão dominante é que as oportunidades de aprendizagem de que os PAN dão conta, se centram principalmente no apoio da transição para o emprego. Dado que a maioria da população excluída não tem emprego, as oportunidades de aprendizagem ao longo da vida deveriam ser também abertas a competências de vida, sobrevivência, cidadania activa e sociais. Tornar a sociedade do conhecimento aberta à participação de todos aqueles que não exercem uma actividade remunerada e são, por conseguinte, considerados “inactivos” no mercado de trabalho é uma questão que é muito menos abordada e afecta especialmente as mulheres.

É notório que na maioria dos PAN pouco se refere o acesso ao ensino superior, ainda que as políticas de aprendizagem ao longo da vida na Europa se destinem a abrir o ensino superior aos aprendentes não tradicionais e a aumentar a representação nas universidades de pessoas oriundas de minorias étnicas e culturais. No entanto, a Suécia

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