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LexUriServ.do?uri=COM:2003:0773:FIN:PT:DOC - page 75 / 227

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trabalho de teatro com pessoas socialmente excluídas. Do mesmo modo, não são adequadamente referidos nos PAN trabalhos importantes e exaustivos em curso em vários países, em especial no domínio das iniciativas artísticas nas comunidades e na tentativa de chegar a grupos e comunidades marginalizados por parte de instituições culturais como bibliotecas, museus e teatros. Isto pode ser revelador de um insucesso de alguns PAN em dar importância suficiente à articulação de experiências e ao seu aproveitamento nos casos em que já existe cooperação significativa entre agentes económicos, sociais, de emprego e culturais. Em muitos casos, essa lacuna poderá parecer resultado da falta de envolvimento dos ministérios e agências culturais pertinentes na preparação do PAN/incl. Não obstante, pode constituir também prova de uma falta de sensibilização no seio de muitos ministérios e agências culturais para a relevância das questões da inclusão social para o seu trabalho e da ausência de conformidade entre os objectivos sociais e culturais – por outras palavras, um insucesso em integrar as dimensões da pobreza e inclusão social na esfera cultural. De um modo mais geral, poderá também reflectir a falta de uma compreensão verdadeiramente pluridimensional da exclusão social e uma tendência dos PAN para sobrevalorizarem o significado do acesso ao emprego em detrimento de outras dimensões importantes, em vez de as considerarem sinergéticas. A ausência de visibilidade a nível político das múltiplas actividades culturais a nível local em apoio directo da inclusão social é particularmente preocupante num momento de recessão económica. A importância de grande parte destas actividades para contrariarem a exclusão social pode não ser valorizada e poderão deixar de constituir prioridade para apoio financeiro, por exemplo no âmbito dos Fundos Estruturais da UE que muito têm contribuído para esta área.

Nos respectivos PAN/incl, a Dinamarca, a Finlândia, a Grécia, a Irlanda e o Luxemburgo mencionam programas destinados a intensificar o acesso a instalações culturais e a envolver as crianças em actividades culturais. A Dinamarca salienta que um número considerável de instituições culturais como bibliotecas e museus está disponível a preços acessíveis ou mesmo gratuitamente, esperando-se assim que contribuam para prevenir a exclusão social. Para fomentar a participação na vida cultural, o governo procurou apoiar actividades culturais para crianças, através da ligação em rede de importantes instituições como a Agência de Defesa do Património Cultural, a biblioteca nacional, o instituto cinematográfico e a associação Danish Arts. A Grécia dá relevo a um programa do Ministério do Trabalho e da Segurança Social para a distribuição de vouchers com entradas gratuitas para exibições de teatro, cinemas de verão ao ar livre, concertos e outros eventos artísticos, bem como bilhetes gratuitos para representações no Epidauro e outros teatros antigos. Realça ainda o papel das bibliotecas, em especial nas regiões rurais remotas. A Finlândia também refere a provisão contínua e gratuita de serviços básicos de biblioteca, realçando o seu papel ao fornecer acesso ao conhecimento e à cultura. A Irlanda reconhece que, dado que o acesso geral a instalações artísticas e culturais está a melhorar e que a participação em actividades dessa índole está a aumentar, haverá um impacto positivo nos indivíduos e grupos socialmente desfavorecidos.

A França, a Suécia e o Reino Unido descrevem com maior pormenor iniciativas destinadas a aumentar o acesso à cultura. A Suécia define a sua proposta de agenda para a cultura 2003-2006, comportando uma série de medidas que visam tornar as actividades culturais mais disponíveis. O Reino Unido faz do acesso à cultura um objectivo político

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