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LexUriServ.do?uri=COM:2003:0773:FIN:PT:DOC - page 80 / 227

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contendo as oportunidades de os imigrantes e as minorias étnicas que vivem em áreas desfavorecidas integrarem a sociedade.

A falta de boas infra-estruturas de transportes pode igualmente limitar a possibilidade de regeneração económica e social de comunidades desfavorecidas e contribuir para a deterioração permanente de zonas rurais marginais. Muitas vezes, as comunidades pobres suportam uma parte desproporcionada dos custos do tráfego, na medida em que estão situadas nas proximidades de redes estratégicas de transportes que as podem isolar das comunidades vizinhas, conduzindo a níveis mais elevados de poluição atmosférica e sonora e riscos acrescidos de acidentes, em especial envolvendo crianças. Dado que as desigualdades de mobilidade entre as pessoas que têm e não têm carro nos países da EU continuam a acentuar-se, a menos que sejam aplicadas políticas positivas para melhorar o acesso de todos aos transportes, o facto de terem ou não veículo próprio continuará a ser um factor de exclusão social e de assimetrias na sociedade.

As abordagens políticas identificadas nos PAN podem dividir-se em dois grupos: primeiramente, políticas que visam aumentar o acesso de todos e, em segundo lugar, medidas que se dirigem especificamente às vítimas de exclusão social. A Grécia dá relevo ao facto de a melhoria da qualidade dos transportes públicos e a manutenção das tarifas em preços razoáveis beneficiar, principalmente, as pessoas em risco de pobreza, sublinhando a importância vital que assumem as boas ligações de transportes para as comunidades rurais e as insulares, em especial no caso dos grupos vulneráveis. A França, no âmbito da rubrica que visa melhorar o acesso universal a serviços essenciais, salienta a utilização de cartões de solidariedade nos transportes que permitem às pessoas social e economicamente desfavorecidas usar as redes de transportes públicos a preços reduzidos. A França pretende igualmente alargar o programa “viajar com uma deficiência”.

A Irlanda adopta a abordagem mais lata, realçando o seu empenho em conjugar as políticas de transportes com outras políticas governamentais, em especial as de desenvolvimento regional equilibrado e de inclusão social. Para lá de enfatizar um importante investimento na estrutura de transportes para assegurar a sua acessibilidade em áreas urbanas e rurais, dá especial atenção à resolução dos problemas de isolamento e exclusão de pessoas com baixos rendimentos que vivem em áreas rurais e pretende articular um conjunto de iniciativas na área dos transportes rurais existentes desde 2001 de forma isolada. À semelhança da França, a Irlanda está também empenhada em desenvolver o acesso das pessoas com deficiência. A Bélgica realça a importância de assegurar que a política de transportes contribui para uma melhor ligação entre o domicílio e o local de trabalho, eliminando assim um obstáculo ao exercício de uma actividade. O Reino Unido menciona um relatório recente sobre transportes e exclusão social, elaborado pelo departamento de exclusão social, e tece considerações sobre o facto de os idosos terem mais dificuldades em aceder aos transportes e sobre a gratuitidade dos transportes escolares.

6. Principais abordagens políticas do objectivo 2 'Prevenir os riscos de exclusão'

(a) Explorar plenamente o potencial da sociedade do conhecimento e das novas tecnologias da informação e da comunicação e assegurar que ninguém seja delas

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