X hits on this document

PDF document

Qualidade de vida, terceira idade e atividades físicas - page 11 / 12

106 views

0 shares

2 downloads

0 comments

11 / 12

Qualidade de vida, terceira idade e atividades físicas

materiais – interessa a posição do indivíduo na vida e nas relações estabelecidas nessa sociedade.

Para o primeiro grupo investigado, ou seja, moradores da Holambra, o caráter subjetivo das respostas apresentou 58,33% de menções, e o caráter objetivo apresentou 41,66%. Para os respondentes do segundo grupo, ou seja, alunos da Universidade da terceira idade da PUC-Campinas predominaram as respostas de caráter objetivo, com 76,47% das citações, sendo que o caráter subjetivo obteve 22,36 %. A diferença de contexto social e cultural pode ser uma das formas de explicar a divergência no resultado.

Para o grupo 1, apareceram trinta e seis respostas no total sobre o que significa qualidade de vida: “saúde” (36,11%), “ter amigos” (13,88%) e “ter família” (11,11%), sendo que outras citações apareceram em pequeno número. Para o grupo 2, com um total de oitenta e cinco respostas, qualidade de vida significa “alimentar-se bem” (17,64%), “praticar atividades físicas” (11,76%); “ter bom relacionamento pessoal, amizades” (10,58%) e “saúde” (10,58%). Outras citações apareceram em números menores. Diferentemente do grupo 1, o grupo 2 coloca a prática de atividades físicas em lugar de destaque, o que não significa que não tenham importância para o grupo 1.

Retomando os objetivos desta pesquisa, pode-se concluir que a representação da qualidade de vida para os idosos recebe forte influência do contexto sócio-cultural em que vivem e que a atividade física tem um papel de destaque em suas vidas, sendo entendida como algo que lhes dá prazer e contribui para a satisfação de suas necessidades físicas, emocionais e sociais.

Questões que envolvem a necessidade de definição de uma política para o idoso, como o acesso à saúde, lazer, diversão, moradia e aposentadoria condigna, foram mencionadas por alguns indivíduos. Isso indica que as políticas de valorização do idoso no Brasil devem atentar para

  • o

    que Nahas (2003) aponta:

Considerando a sociedade como um todo, nas comunidades onde as pessoas mais velhas são mais ativas fisicamente, pode-se esperar que se reduza o custo com cuidados de saúde e atendimento social, que melhore a participação e a produtividade dessas pessoas em atividades comunitárias, e que haja uma percepção geral mais positiva da figura do indivíduo mais velho. Numa sociedade que envelhece rapidamente, como a nossa, é de fundamental importância que se redefina o papel do idoso no meio social, valorizando a rica contribuição que ele ainda pode trazer. (NAHAS, 2003, p. 168).

Motriz, Rio Claro, v.12, n.3, p.217-228, set./dez. 2006

Referências

AMÉRICA Latina: proyecciones de población urbana y rural. Santiago: CELADE, 1999. (Boletín Demográfico 63)

BARBANTI, V. J. Teoria e prática do treinamento desportivo. São Paulo: Edgard Blucher, 1997.

BARROS, A. J. S.; LEHFELD, N. A. S. Fundamentos de metodologia científica: um guia para a iniciação científica. São Paulo: Makron Books do Brasil, 2000.

BRASIL. Presidência da República. Casa Civil. Subchefia para Assuntos Jurídicos. Lei nº 10.741, de 1º de outubro de 2003: dispõe sobre o Estatuto do Idoso e dá outras providências. Brasília, 2003. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/CCIVIL/leis/2003/L10.741.htm. Acesso em: 21 jan. 2006.

CAMPOS, M. A. Musculação: diabéticos, osteoporóticos, idosos, crianças, obesos. Rio de Janeiro: Sprint, 2000.

DUARTE, L. R. S. Terceira idade – senectude: uma questão de idade ou uma mera questão referencial? uma breve revisão bibliográfica. Psicologia Argumento, Curitiba, v.17, n.25, p.1-14, 1999.

FRIGOTTO, G. O enfoque da dialética materialista histórica na pesquisa educacional. In: FAZENDA, I. Metodologia da pesquisa educacional. São Paulo: Cortez, 1989.

INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Estimativas de população. Disponível em: http://ww.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao. Acesso em: 23 dez. 2006.

LIPP, M. N. Stress, hipertensão arterial e qualidade de vida: um guia de tratamento para o hipertenso. Campinas, SP: Papirus, 1996.

MEIRELLES, E. A. M. Atividade física na 3ª. idade. Rio de Janeiro: Sprint, 1997.

MINAYO, M. C. S. (Org.) Pesquisa social: teoria, método e criatividade. Petrópolis: Vozes, 1994.

MONTEIRO, M. F. G. A mortalidade no contexto de transição epidemiológica. In: FUNDAÇÃO INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Indicadores sociais: uma análise da década de 1980. Rio de Janeiro, 1994.

MOREIRA, C. A. Atividade física na maturidade: avaliação e prescrição de exercícios. Rio de Janeiro: Shape, 2001.

NAHAS, M. V. Atividade física, saúde e qualidade de vida. Londrina: Midiograf, 2003.

227

Document info
Document views106
Page views158
Page last viewedSat Dec 03 18:06:04 UTC 2016
Pages12
Paragraphs388
Words7613

Comments