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Limpeza de ambientes costeiros contaminados por óleo.

9

acessos, restrição de circulação de pessoas e

máquinas,

instalação

de

banheiros

químicos,

recolhimento de lixo sólido e controle de qualquer supressão vegetal.

Considerações finais

  • O

    Anexo I sintetiza os procedimentos

recomendados e não recomendados para cada ecossistema aqui discutido.

A definição, aprovação e aplicação de qualquer método de limpeza e intervenção na recuperação de ambientes costeiros atingidos por vazamentos de óleo são de responsabilidade dos órgãos ambientais. Neste contexto, a Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB) pode ser considerada órgão de referência no Brasil para o desenvolvimento e incorporação de métodos de limpeza menos impactantes aos ecossistemas costeiros.

Há também a necessidade de ser realizado o monitoramento dos ambientes que sofreram contaminação por óleo e intervenções de limpeza, para que sejam obtidas informações mais detalhadas sobre os efeitos do óleo e da limpeza nos ambientes e nos organismos, além de possibilitar comparações futuras.

É de extrema importância que se conheça um ambiente antes que este seja atingido por vazamento de óleo. Isto permite uma melhor avaliação dos danos e um melhor planejamento das ações de resposta, bem como auxilia na tomada de decisão sobre quais métodos de limpeza devem ser adotados. Instrumentos como os mapas de sensibilidade (Cartas SAO) são indispensáveis neste contexto.

Em boa parte dos casos, a pressão sócio- econômica, associada aos negócios de turismo, lazer e comércio, tem prevalecido sobre a ecológica. Muitas vezes são recomendados e utilizados procedimentos extremamente danosos ao meio ambiente objetivando a limpeza a qualquer custo, trazendo um pesado ônus ao restabelecimento do ecossistema. É muito importante que haja um balanceamento entre as duas demandas, visto que as atividades econômicas também dependem de um ambiente saudável.

Agradecimentos Ao Programa de Formação de Recursos Humanos ANP-MCT, PRH 05, UNESP - campus de Rio Claro, pelo auxílio concedido. Ao Grupo de Trabalho de Sensibilidade Costeira a Derrames de Óleo do PRH 05 e a J. G. R. Giovanelli pelo apoio e incentivo.

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