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CONSIDERAÇÕES SOBRE A PEREGRINATIO AETHERIAE

si contra disciplinam grammaticam sine adspiratione primae syllabae ominem dixerit, displiceat magis hominibus, quam si contra tua praecepta hominem oderit, cum sit hominem. (Confissões 1,18,29)

Como se sabe, não há sobrevivência românica de aspiração do h – latino, uma vez que o h “aspirado” francês é de origem germânica.

Na Peregrinatio há inúmeros exemplos de erros de grafia, alguns, evidentemente, por ultracorreção: abitatio, abundo, heramentum, hitur, hivit, hostium (ostium), ospitium, hornavit.

Com relação ao h medial, é provável que a perda da aspiração tenha ocorrido antes da do h inicial, a julgar por atestados de retóricos e gramáticos como Quintiliano, Aulo Gélio, Terêncio Escauro que recomendam, por diversas razões, grafias sem “h” para deprehendere, ahenum, uehemens, incohare, traho. Aliás, o Apppendix Probi corrige “adhuc non aduc”. (Cf. Grandgent, 1928, p. 165)

Ocorrem na Peregrinatio as grafias nichil, nichilominus e michi – embora não sejam unânimes os editores – às quais se aplica o seguinte comentário de Grandgent:

Después que la h dejó de pronunciarse se dessarrolló una pronunciación escolástica de la h como k, que ha persistido en la pronunciación italiana del latín y ha afectado algunas palabras en otras lenguas (cf. el ant. cat. mich por mi; el esp. aniquilar por anihilar etc.) (ibidem, p. 167).

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