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CONSIDERAÇÕES SOBRE A PEREGRINATIO AETHERIAE

Também não vale a pena remoer motivos por que não publiquei a tese. Seriam páginas do meu interno, que não acrescentariam nada para um juízo crítico do trabalho. Um desses não-ditos é que a partir dos anos 80 saíram novas publicações, algumas excelentes, sobre esse instigante diário de viagem, que me habituei a chamar de Peregrinatio Aetheriae, título que hoje concorre com Itinerarium Egeriae. Meu texto mereceria, portanto, uma revisão cuidadosa para algumas atualizações.

Vale aqui registrar que a primeira tradução em língua portuguesa de que tenho notícia é de 1971, da Profª. Drª. Maria da Glória Novak, da Universidade de São Paulo, texto que cito na tese e que me foi muito útil. Só em 1998, que eu saiba, foi publicada uma segunda tradução em português: Egéria. Viagem do Ocidente à Terra Santa no séc. IV (Itinerarium ad loca sancta), edição de Alexandra B. Mariano e Aires A. Nascimento, Coleção Obras Clássicas da Literatura Portuguesa, Edições Colibri, Lisboa, 1998.

Se mexesse no texto, além das atualizações e correções necessárias, traduziria as citações em latim e em outras línguas, e reescreveria o 5º capítulo, intitulando-o Aspectos estilísticos da repetição, sem o subtítulo “A mentalidade id est”. Com a simples reprodução, acho que o leitor merece um esclarecimento. Naquele tempo, impressionou-me muito a interpretação estilística de Leo Spitzer sobre as repetições eterianas, no longo estudo que cito. Em certo momento, o

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