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CONSIDERAÇÕES SOBRE A PEREGRINATIO AETHERIAE

7. Ocorrem na obra exemplos das confusões usuais do latim tardio entre u, i, y em palavras gregas grafadas com υ [y] e ι [i]: simbolum/symbolum (gr. δúμβολον), sicomorus/syco-morus (gr. δսĸóμοροѕ) tumba (gr. τúμβα ou τúμβοѕ), typus (gr. τúποѕ), mas archiotipa/archiotepa (gr. αρχέtսπα), misterium/mysterium (gr. μυбtέριον), presbyter (gr.  πρεбβútεροѕ), porém em A, segundo Oorde, presbiter sempre (“eadem orthographia semper”), siriste (gr. бսριбtí), spelunca (do acusativo бπήλυγκα), thymiatarium (gr. θսμιαtήριον), mas em A thimiataria, neofitus/neophitus (gr. νεόφυτοs).

Morfologia

1. Nomes

1.1 A declinação que se depreende da Peregrinatio não difere muito da que conhecemos de qualquer gramática tradicional. É verdade que questões de ordem fonética tornam às vezes inidentificáveis as terminações –a, -o, -e, que também se poderiam entender –am, -om, -em, portanto como ablativos ou acusativos de 1ª, 2ª e 3ª declinações respectivamente. O fato mesmo de ocorrerem as duas grafias confirma a observação de Christine Mohrmann de que o autor (ou o escriba?) em decorrência do ensino escolar estava consciente da existência dos diversos casos, mesmo – acrescentemos – numa época em que a língua oral já deveria ter perdido – ou

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