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CONSIDERAÇÕES SOBRE A PEREGRINATIO AETHERIAE

pelo menos a teria confusa – a noção casual. Então, apesar de aquelas grafias representarem uma só realidade fonética, a autora (ou o copista) deixa-se trair por essa formação escolar quando escreve o –m final.

Os exemplos não faltam e podemos colhê-los à vontade:

1,1: “infinitam, ingens planissima et ualde pulchram”; 1,2: “per ualle illa”; 5,1: “per ualle illa media”; 5,5: “per ipsam uallem”; 10,7: “post lectione”; 22: “septimana feci”; 37,5: “usque ad nona”; 37,6: “usque ad horam nonam”, etc., etc.

Como o –m final já não nos inspira confiança como traço distintivo, precisamos ter muita reserva com certos exemplos geralmente considerados como mudanças de declinação (como statiua) ou de gênero (como “atrium ualde grandem et pulchrum satis” em 37,4).

Algumas oscilações de declinação são velhas conhecidas nossas: domus com o ablativo singular domo e plural domibus; passus e passos (acusativo plural). A existência de duplas formas para neutros plurais e femininos de 1ª declinação é fenômeno atestado nos clássicos. Na Peregrinatio já foram notados uirgultas (4,7), acusativo plural em vez de uirgulta, e statiua, feminino em 18,1-23, 2-23, 6 e neutro em 19,3, ressalvada a observação feita acima quanto a variantes gráficas.

1.2 Quanto ao gênero, observemos desde logo o conhecidíssimo locus, masculino no singular e neutro no

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