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CONSIDERAÇÕES SOBRE A PEREGRINATIO AETHERIAE

plural. Mas há exemplos de substantivos que ora assumem o masculino, ora o neutro, fenômeno também já observado por Bechara em relação a canticus (10, 6-10, 7), palatius (19,18), pulpitus (12,1) e territorius (9,7). É sabido que esse fato, igualmente atestado nos clássicos, teve nos textos considerados vulgares a mais ampla aceitação.

Mas, a Peregrinatio Aetheriae atesta fartamente a declinação neutra rigorosamente conforme a norma clássica:

“aperiuntur hostia omnia” (24,9); “luminaria infinita lucent” (24,9); “inclinent capita sua omnes” (25,3); “tenet anulum Salomonis et cornu illud” (37,3) etc.

1.3 Com referência aos adjetivos, observaremos que o comparativo em –ior e –ius e o superlativo em –issimus, -rimus, e –limus são freqüentes: altior, antiquior, excelsior, fortior, interior, maior, melior; altissimus, amenissimus, frequentissimus, pulcherrimus, simillimus... Os comparativos em –ius também se empregam adverbialmente: acrius, gratius, longius, maturius...

Entretanto, é também comum na Peregrinatio Aetheriae o superlativo analítico, sobretudo com os advérbios ualde e satis, antepostos ou pospostos ao adjetivo. Às vezes ocorrem as duas formações para o mesmo adjetivo:

“ubi se tamen montes illi... aperiebant et faciebant uallem infinitam, ingens planissima et ualde pulchram” (1,1); “ipse locus subdiuanus est, id est quasi atrium ualde grandem et pulchrum satis” (37,4); “ecclesia... ingens et ualde pulchra et noua dispositione (19,3); “ego, ut sum satis curiosa” (16,3)...

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