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CONSIDERAÇÕES SOBRE A PEREGRINATIO AETHERIAE

manducare” (29,3), “coeperit se facere” (31,1), “coeperit essa hora” (31,1), “noluit permittere” (12,10), “uolui accedere” (13,1), “poterat conspici” (12,5).

Com o infinitivo habere prenuncia-se o futuro românico em “trauersare habebamus” (2,2), “exire habebamus” (4,6) e “dicere habet” (24,6).

Sintaxe

É na sintaxe que melhor se apresentam as características “vulgares” da Peregrinatio Aetheriae. Evidentemente, não se podem menosprezar os elementos populares do léxico, nem certos traços fônicos revelados pela grafia do texto, nem muitos exemplos de formas nominais e verbais que a gramática clássica não atesta ou atesta discretamente. Mas são elementos isolados, fragmentos cuja validade, aliás, nem sempre é indiscutível.

Porém, a utilização de todos esses elementos na frase formam um contexto que revela aquela ambiência estilística tão finamente observada por Serafim da Silva Neto (1923, p. 110, nota 3), que, em contraste com o “elevado modo de exprimir criado pela tradição e pela técnica literária”, nos assegura o tom coloquial desse itinerarium.

Não admira, pois, que o texto nos dê a impressão de escrito ao correr da pena. Os fatos se sucedem na chamada ordem direta; as orações, sobrecarregadas de partículas muito

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