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CONSIDERAÇÕES SOBRE A PEREGRINATIO AETHERIAE

Também o verbo credere se emprega sempre com dativo e quia: “ecce rex Aggarus, qui antequam uideret Dominum, credidit ei, quia esset uere filius Dei (19,6). Não há exemplo do cristianismo sintático credere in.

8. Os verbos que exprimem direção ou movimento podem construir-se com preposição ou sem ela. Em certas construções, como em “eum subeas” (2,7) (subire montem), o acusativo parece gramaticalizado em objeto, como em português – “subir o morro”.

A propósito das circunstâncias de lugar “onde” e “para onde”, a Peregrinatio atesta um emprego muito confuso não só com substantivos (em que poderia ocorrer a hipótese da forma inidentificável), mas também advérbios onde não seria possível qualquer confusão gráfica ou fônica.

9. Ocorrem outros exemplos de regência discordante da norma clássica, porém freqüentes no latim vulgar e no latim dos cristãos. É o caso de maledicere e benedicere, sempre com acusativo.

10. Muitos outros casos poderíamos arrolar em que o texto eteriano se afasta da norma clássica e acolhe construções consideradas vulgares, as quais, porém, pelo IV século se incorporaram definitivamente ao usus loquendi ecclesiasticus.

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