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CONSIDERAÇÕES SOBRE A PEREGRINATIO AETHERIAE

somente como fonte de estudos lingüísticos, o que já é importantíssimo. Trata-se também de um documento histórico e litúrgico, como conclui o Professor Rosalvo do Valle em sua tese, ora trazida a público pela Academia Brasileira de Filologia.

Pertence ao início do século V, já que se pode determinar a sua estada em Belém no ano de 417 (Elia, 1979, p. 32). No entanto, (e)ssa obra, só publicada em 1887, despertou logo a atenção de latinistas e romanistas, historiadores e liturgistas pela riqueza de material de pesquisa que oferece àqueles especialistas, de tal forma que é hoje assunto de vastíssima bibliografia. (Valle, 1975, p. 10)

E essa vastíssima bibliografia reconhece que a autora de Peregrinatio Aetheriae dispunha de cultura, embora não apresentasse um vínculo literário encadeado ao mundo clássico ou pós-clássico. Como apurou o eminente estudioso Rosalvo do Valle, conhecia muito bem a Bíblia e a Vetus Latina, que são as traduções anteriores a Vulgata. Há vestígios em sua escritura de elementos lingüísticos do latim cristão pela preferência de manducare que, no latim vulgar, passou a manger em francês. O preferido no latim vulgar hispânico era comedere que nos deu comer. Aquele é uma peculiaridade, por exemplo, na Vulgata.

Caro mestre Rosalvo, como você mesmo já me disse, a escolha de estudar latim é árdua, sed qui e nuce nucleum esse volt, frangit nucem!

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