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CONSIDERAÇÕES SOBRE A PEREGRINATIO AETHERIAE

Na Peregrinatio é esse um dos elementos de monotonia já aqui referida. Etéria manifesta uma forte tendência para a frase feita, para a fórmula consagrada, o que também comprova o caráter “vulgar” do seu latim.

Esses cacoetes do estilo eteriano são freqüentíssimos, desde a repetição de palavras até a repetição de construções.

I – Repetições

1. Repetição de substantivos: locus, mons, uallis.

O texto começa com a descrição do vale de Rahah ao sul do deserto de Faran, na extremidade do qual se divisa o Sinai, “mons sanctus Dei”. Até 2,4, a descrição do vale; daí a 2,7, o monte. O 1º e 2º capítulos apenas situam geograficamente o local do vale e do monte. Mas esse local, esse vale e esse monte evocam passagens bíblicas muito familiares a Etéria: as “memoriae concupiscentiae” (Números, 11,34), a subida de Moisés ao Sinai (Êxodo, 24,18), o bezerro de outro (Êxodo, 32, 1-6), a sarça em fogo (Êxodo, 3,1 e seg.), o Sinai “in cuius summitate... descendit maiestas Dei” (Êxodo, 19, 18ss., 24, 16). Então, o local, o vale e o monte têm para ela um outro significado; não são apenas paisagem. Estão presentes na sua vida; ela já os conhecia de leituras bíblicas ou das referências dos irmãos de fé, de tal forma, que às vezes ela apenas constata que realmente tudo é como lera ou ouvira:

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