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CONSIDERAÇÕES SOBRE A PEREGRINATIO AETHERIAE

Inicialmente chocante, assume nova dimensão quando a consideramos mais de perto. Poderíamos pensar num processo eufêmico de respeitosa referência a tudo que se relaciona com o “mons sanctus Dei Sina”, se confrontarmos com a “ecclesia pisinna” de um monte perto do Nebo (10,9).

Confrontando, porém, com outra ocorrência de “ecclesia non grandis” em 12,1 (é verdade que aplicada à igreja no alto do monte Nebo, onde se descobriu a sepultura de Moisés) e a de “monticulus non satis grandis” em 13,3 preferimos pensar num processo estilístico em que se ressalta a grande beleza (“gratiam grandem”) da igrejinha, em contraste com o seu tamanho e o pequeno espaço em que está construída.

3. Repetição de pronomes demonstrativos e do pronome relativo.

Os pronomes demonstrativos assim se apresentam por ordem decrescente de ocorrência: is (319), ipse (241), ille (162), hic (127), idem (32), iste (18).

No seu cuidado extremo em situar, em localizar os fatos no tempo e no espaço, Etéria aponta-os mais que os qualifica. Na repetição do pronome ipse, por exemplo, Spitzer vê marcas concretas dos lugares por onde andou e dos monumentos que viu a nossa peregrina. Fica bem um elemento identificador, localizador num texto cujo principal objetivo é informar através de um registro fiel. Daí um certo tom didático desse

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