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CONSIDERAÇÕES SOBRE A PEREGRINATIO AETHERIAE

latins (1975, p. 30), incidindo aqui nossas palavras.

A modalidade de latim que serviu de base à redação da Peregrinatio é muito bem discutida pelo latinista brasileiro, ao arrolar, pelo menos, três elementos que formam o tecido egeriano: o sermo classicus, o sermo quotiduanus e o sermo ecclesiasticus. Este verdadeiro tecido lingüístico nos fornece um rico e vivo painel das mudanças no mundo clássico tardio, que iria em breve desembocar nos albores da Idade Média e se expressar majoritariamente no mundo ocidental através do latim medieval.

Dag Norberg, Karl Langosch, Christine Mohrmann, Albert Blaise, Jozef Schringen e Karl Strecker, dentre outros, já se debruçaram sobre a conceituação de latim medieval e o que nos chama a atenção é o fato de que as variações de latim acima elencadas por Rosalvo do Valle em sua primorosa análise do texto da monja galega configuram a pluralidade lingüística do latim medieval. Portanto, Egéria, em um documento que atesta usos lingüísticos do latim expressos em um vocabulário, do qual surgirá em muitos casos formas correntes nas atuais línguas românicas, pode também ser considerada uma precursora do sermo latinus medievalis.

A Academia Brasileira de Filologia ao oferecer ao prelo o texto de Rosalvo do Valle permite a todos acompanhar a reflexão séria e extremamente precisa do pesquisador sobre uma viagem de uma religiosa não apenas à Terra Santa e adjacências, mas também a um mundo em processo

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