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CONSIDERAÇÕES SOBRE A PEREGRINATIO AETHERIAE

Dos muitos exemplos de sufixos arrolados pelo mestre, a maioria se observa na língua portuguesa dos nossos dias, como é o caso do genitivo de “-io”, “-tio” e “-sio”: “-onis” (comemoração, operação, paixão, razão); de “-tat” (humanidade, necessidade, solenidade); de “-mentum” (rolamento, firmamento); de “ona” (matrona, chorona); de “-ela” (cadela, didadela); de “-bilis” (venerável, impossível); de “-osus” (arenoso, formoso,); de “-arius” (contrário, primário, primeiro, obreiro); e tantos outros, muitos dos quais não são sentidos como sufixos atualmente, como é o caso de “-(c)ulus”, em palavras como: abelha, orelha, ou o próprio “-tat” em: idade, verdade, cidade, entre outros sufixos.

No capítulo seguinte, sob o título “Alguns fatos gramaticais”, Rosalvo nos esclarece, em “questões de grafia”, a perda da aspiração do “h” inicial, que ainda hoje se mantém na grafia do português (hóstia, hoje, hora etc.) e do medial, que sofreu síncope (mim, depreender etc.); também oferece subsídios para compreendermos a apócope do “-m” final dos nomes e do “-t” final das formas verbais de 3ª pessoa.

Em Morfologia Nominal, esclarece que a autora da Perigrinatio demonstra certa erudição. Logo, o texto não nos oferece subsídios para o estudo diacrônico de morfologia do português. Já na Morfologia Verbal, o mestre ressalta a confusão entre verbos de 2ª, 3ª e 4ª conjugações e a tendência a um quadro simplificado a três conjugações, como o é em português. Comenta, ainda, sobre a situação complexa da

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