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CONSIDERAÇÕES SOBRE A PEREGRINATIO AETHERIAE

Loca Sancta, quae inedita ex codice Arretino deprompsit J. F. G., Biblioteca della Accademia Storico-Giuridica. Roma, 1887, vol. IV.

A publicação de Gamurrini justifica o título por que a obra se tornou mais conhecida e em favor do qual há uma forte tradição. Mas não é do original, uma vez que o manuscrito não traz qualquer informação quanto a título, autoria ou data. Alguns especialistas preferem chamá-la Itinerarium, velha denominação romana dos roteiros ou guias práticos, ilustrados ou não (depicta ou scripta), muito úteis para expedições, viagens ou peregrinações, que informavam mais ou menos minuciosamente o viajante sobre os locais, os acidentes geográficos, as distâncias, as mutationes, as stationes etc.

Os latinistas e romanistas, muito mais preocupados com o texto, simplesmente adotam uma denominação. Entre nós, Bechara prefere a tradição:

Ao empregar a forma Aetheria ou, em português, Etéria, apenas me filio ao uso tradicional entre mestres brasileiros e portugueses, além de ser a maneira a que me acostumei lendo os dois grandes mestres estrangeiros que me iniciaram no estudo mais profundo da Peregrinatio, W. Heraeus e E. Löfstedt (Bechara, 1965, p. 337)

Ênio Fonda (1966) optou por Itinerarium Aetheriae. Maria da Gloria Novak traduziu por Peregrinação de Etéria, embora na Introdução diga que

foi infeliz a escolha de Gamurrini: o verdadeiro nome parece ter sido apenas Itinerarium. (Novak, 1971, p. 11)

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