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CONSIDERAÇÕES SOBRE A PEREGRINATIO AETHERIAE

Na verdade a narrativa de Etéria é bem mais que um seco itinerarium; é um interessantíssimo “journal de voyage”, como traduziu com muita felicidade Hélène Pétré (1948).

1.3 Quanto ao problema do autor, quem seria a Silvia aquitana de que fala Gamurrini? Seria Silvia ou Silvânia, irmã de Flávio Rufino da Aquitânia, gaulês, contemporâneo de Teodósio Magno, a qual nos fins do século IV teria feito uma peregrinação à Terra Santa?

Hoje essa opinião está inteiramente abandonada, em favor de Etheria (Aetheria) ou Egeria, piedosa mulher provavelmente hispânica.

Não entraremos nesse assunto discutidíssimo, que nos afastaria demais dos limites deste capítulo. Vão aqui umas referências que consideramos fundamentais.

Sobre a forma Etheria ou Aetheria, o estudo clássico é o de Dom M. Férotin, Le veritable auteur de la Peregrinatio Silviae: la vierge espagnole Etheria, em Revue des Questions Historiques, 38 (1903), p. 367 e seguintes. Dom Férotin valeu-se de um precioso documento por ele descoberto, uma carta de Valério, monge hispânico do século VII, que viveu na Galiza, escrita a seus irmãos do mosteiro de Bierzo. Valério aponta-lhes o exemplo de fé cristã de uma piedosa mulher, Etheria, que apesar de sua feminea fragilitas não se arreceou de todas as dificuldades para, em longa peregrinação pelos santos lugares, dar seu testemunho de amor a Deus.

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