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CONSIDERAÇÕES SOBRE A PEREGRINATIO AETHERIAE

Nos manuscritos desse texto ocorrem as formas Aetheria, Etheria, Heteria, Egeria, Eiheria, Echeria. Dom Férotin fixou a forma Etheria. Alguns especialistas (Heraeus, Meister, García, Löfstedt) preferem grafar Aetheria, que tem apoio em manuscritos e denuncia a influência da forma clássica aethereus, -a, -um – “celeste”. Aliás, parece intencional a associação do nome da peregrina a esse sentido no trecho em que Valério se refere a aetherea regna.

A carta de Valério pelos conhecimentos que revela da Peregrinatio Aetheriae tornou-se de leitura obrigatória e está inseparavelmente ligada às pesquisas sobre essa obra. Leia-se o excelente estudo sobre a Carta com uma edição crítica do texto de Zacharia García, S.J. (1910)2

A forma Egeria tem a seu favor argumentos bastante sérios, já examinados exaustivamente por Zacharia García, S.J. e D. Lambert.

Acrescentemos que a forma é antiqüíssima em latim.

Gaffiot em seu Dictionnaire illustrée latin-français (Gaffiot, 1934, verbetes Egeria e Egerius) registra Egeria, -ae e Egerius, -ii:

Egeria, -ae, f., Egérie (nymphe que Numa feignait de consulter): Liv. 1,19; Virg En. 7,763.

2 Há uma tradução da carta em Pétré, 1948, p. 268-274. Esse precioso documento foi objeto de um curso nosso em Língua Latina IV no Instituto de Letras da UFF no 1º semestre de 1974. Traduzimos e anotamos o texto para uma edição bilíngüe que será brevemente divulgada.

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