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CONSIDERAÇÕES SOBRE A PEREGRINATIO AETHERIAE

6) A igreja do Martyrium de S. Tomé, consagrada em 394, era ainda nova quando Etéria a visitou (Peregr. 19,2 e 3: “Ubi cum peruenissemus, statim perreximus ad ecclesiam et ad martyrium sancti Thomae ... Ecclesia autem, ibique est, ingens et ualde pulchra et noua dispositione, ut uero digna est esse domus Dei”).

1.6 Etéria revela familiaridade com os textos bíblicos. Aliás, Vermeer afirma que a monja viajava “Bible en main” (Vermeer, 1965, p. 7). De fato, não parece razoável pensar com outros autores que a peregrina citava de cor ou apenas transcrevia as explicações dos sancti deductores. As freqüentíssimas referências revelam, mais do que simples leitura, uma vivência interior da Sagrada Escritura. Além da Bíblia – certamente não a Vulgata de S. Jerônimo, mas versões da Vetus latina – e, naturalmente, da tradição oral e das informações dos acompanhantes, teria utilizado como fontes de consulta o itinerarium conhecido como Onomastikon de Eusébio, na versão jeronimiana. Hélène Pétré aponta inúmeras coincidências entre a Peregrinatio e o Onomastikon. Curiosamente, porém, não há qualquer referência na Peregrinatio a S. Jerônimo, famoso por sua cultura e por sua austeridade, que devia estar em Belém no período em que a nossa peregrina esteve por aquelas regiões. Será que se refere a Etéria aquela “passagem enigmática” de S. Jerônimo na epístola Ad Furiam, 54, 13? (Morin, 1913)

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