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CONSIDERAÇÕES SOBRE A PEREGRINATIO AETHERIAE

do texto (p. 29-31) e organiza um “glossário eteriano-lusitânico” (!) (p. 36-47) para consignar

Algumas locuções que nos parecem sintomáticas para cabal apreciação do latim da Peregrinatio ou Itinerarium, como antepassado português e galego.

Vejam-se estes passos:

Inclinamo-nos porém a crê-la assim, da província romana da Galícia (p. 21);

Etéria representa aquele núcleo cultural e monástico de que Braga foi centro ... (p. 21)

Etéria, a, podemos dizê-lo com honra, nossa Éteria ... (p. 30);

A nossa compatriota ... (p. 34)

Se alguns dados históricos, já exaustivamente analisados por Zacharia García, S.J., principal fonte do autor, parecem convincentes, o material lingüístico – tratando-se de língua escrita, língua adquirida na escola onde sempre se ensinou a norma culta da aurea latinitas – o material lingüístico arrolado por Velozo não será muito diferente do de outro escritor cristão do IV século, ressalvadas, é claro, as peculiaridades estilísticas de cada um.

Veja-se, por exemplo, o confronto de Vermeer entre o vocabulário de Etéria e o de Antonio Placentino (Vermeer, 1965).

Tratando-se de uma variedade regional ou local, os traços relevantes desse latim lusitânico ou hispânico seriam do domínio do léxico. Ora, o vocabulário da Peregrinatio, como se verá adiante, nos tira qualquer ilusão quanto à hispanidade

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