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CONSIDERAÇÕES SOBRE A PEREGRINATIO AETHERIAE

da língua de Etéria. Há poucos exemplos seguros, como plicare, português chegar, espanhol llegar, uma vez que alguns dos exemplos de sedere que muitos autores consideram com o sentido do português ser e do espanhol seer não são matéria pacífica. Apenas

revelam já o começo do esvaziamento semântico (Silva Neto, 1957, p. 113, nota 35).

Por outro lado, como explicar um italianismo como (se) iungere, “chegar”, italiano giungere? E o emprego de manducare (francês manger, italiano mangiare) em 13 exemplos contra nenhum de comedere (português comer, espanhol comeer)?

A verdade é que o latim vulgar de textos provenientes de províncias diferentes é mais ou menos o mesmo (Cf. Väänänen, 1963, p. 22).

O latim comum hispânico de Serafim da Silva Neto, como viu claramente o mestre, é

uma hipótese de trabalho, uma base sobre a qual estabelecemos a história lingüística, e não, evidentemente, uma língua viva (Silva Neto, 1923, p. 161).

O padre Paulo Durão, S.J. não pretende nas quatro breves páginas de seu artigo

apresentar a Peregrinação de Etéria, nem examinar o interesse histórico e litúrgico de tão curiosa narrativa,

mas

apenas chamar a atenção para algumas curiosas formas de sua linguagem, em razão da semelhança que nelas se verifica com o português atual (Durão, 1968, p. 5).

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