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CONSIDERAÇÕES SOBRE A PEREGRINATIO AETHERIAE

coloquial da obra e interessam à Lingüística Românica.

Sempre bem avisado, o autor não incorre no vezo de considerar os exemplos arrolados como traços privativos de Etéria. Prudentemente, confronta-os com os de outros autores, frisando a continuidade de certos fatos da língua, presentes em autores arcaicos e em autores da latinidade tardia. Como seu alvo é a Romanística, Bechara recorre a todo momento às línguas românicas para, numa visão lingüística prospectiva, apontar a continuidade do fato latino-vulgar ou para confrontar construções. Ressalte-se a valorização da contribuição cristã. É também muito de notar-se a influência de autores nórdicos e alemães na formação científica do autor, em particular esse admirável Löfstedt, cuja obra Philologischer Komentar zur Peregrinatio Aetheriae continua de consulta obrigatória. Pena é que nem todos possam beneficiar-se da leitura dessa obra que – mirabile dictu – até hoje continua no original alemão.

2º - ENIO ALOISIO FONDA, O problema histórico da “Peregrinatio Aetheriae”, em Revista de Letras da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Assis, vol. III, p. 137-169, artigo que ensejou sérias ponderações de Evanildo Bechara quanto ao nome da peregrina no estudo A Carta de Valério sobre Etéria, em Romanitas, vol. 6-7, 1965, p. 331-37. Aliás, a crítica de Bechara se aplica também a Zacharia García, que ao discutir a passagem de Aitheria a Egeria entende que

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