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CONSIDERAÇÕES SOBRE A PEREGRINATIO AETHERIAE

plenas dos perfeitos em –avi e –ivi. Não há dúvida de que elas estavam inteiramente mortas no uso popular; de fato, mesmo no uso clássico já eram menos comuns do que as sincopadas. No entanto, ocorrem com muita freqüência na Peregrinatio... Ao lado destas formas “gramaticais” ocorrem às vezes as outras (Maurer, 1959, p. 26).

Ora o caráter escolar e, muitas vezes, “artificial” da linguagem eteriana é perfeitamente compreensível, uma vez que decorre da linguagem adquirida, que sempre se pautou pelos modelos do bem dizer da literatura clássica, que veio a tornar-se através dos séculos

exemple et norme de la langue cultivée et, qui plus est, objet et norme de tout enseignement scolaire; l’ enseignement ne quittera plus desormais la norme, etablie une fois pour toutes, et qui était la même dans tout l’Empire occidental. De cette manière l’école est devenue le champion de la langue cultivée et litteraire (Mohrmann, 1961, II, p. 135).

A mesma razão explica o tom arcaizante que alguns autores observam na língua de Etéria diante de uma realidade oral bem diversa no IV e V séculos, época em que a maior parte dos elementos do romance antigo já deviam ser correntes (Cf. Maurer, 1962, p. 105). Tem razão De Groot ao afirmar:

il nous semble assez probable que la langue des discours de Cicéron est liée plus organiquement à langue de son temps et de son lieu que la langue de la Peregrinatio à celle de son auter (Apud Maurer, 1962, p. 142, nota 196).

2. Da leitura meditada dos autores fica-nos a impressão de que todos (ou quase todos) querem dizer a mesma coisa. Então, parece-nos que o primeiro problema é definir alguns termos realmente equívocos referentes aos diversos usos

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