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CONSIDERAÇÕES SOBRE A PEREGRINATIO AETHERIAE

lingüísticos do latim. Não se trata de rotular a realidade complexíssima de um texto e de enquadrá-lo num tipo de língua, mas distinguir as variantes, presentes, todas, no saber lingüístico do autor e que lhe permitem realizar na obra vários registros. O reconhecimento da impossibilidade dessa rigidez classificatória por falta de uma formulação clara das variantes lingüísticas do latim é que deve explicar algumas frases de sentido muito fugidio de Enio Fonda anotadas no capítulo anterior.

3. Então, no latim da Peregrinatio Aetheriae é preciso distinguir os seguintes elementos:

a) Os que denunciam a formação escolar da autora, que, repetimos, ao escrever, tem como padrão lingüístico ideal a língua literária do período clássico, que se impôs por toda a época imperial;

b) Os que denunciam um uso corrente, a língua falada familiarmente pelas pessoas cultas, um latim bem mais livre em relação ao clássico, mas não rigorosamente vulgar. Com as devidas ressalvas, em face da observação há pouco citada de De Groot, seria aquele sermo quotidianus a que se refere Cícero na conhecida carta a Peto;

c) Os que denunciam a educação cristã da autora, representados por um enorme contingente de cristianismos, sobretudo léxicos. Diga-se de passagem que se a obra não

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