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CONSIDERAÇÕES SOBRE A PEREGRINATIO AETHERIAE

Alguns especialistas exprimem de outro modo suas restrições à velha denominação: “El llamado ‘latín vulgar’” (Coseriu), “Les formes du latin dit ‘vulgaire’” (Christine Mohrmann)... Entre nós é conhecidíssimo o caso de Serafim da Silva Neto. Mas sua preocupação não era discutir nomes. Mestre Serafim, constante refundidor e tormento do editor, revela uma permanente preocupação em “procurar uma formulação teórica mais rigorosa acerca do conceito de latim vulgar” (Silva Neto, 1957, p. 28).

Para nós a oposição latim clássico/latim vulgar coloca-se, em princípio, em termos de língua escrita/língua falada. Latim clássico era a língua escrita, que dos minguados recursos dos textos, ainda grandemente impregnados da oralidade, chegou na época de Cícero e Augusto a um grau de elaboração artística que se julgou insuperável e se tornou modelo da literatura posterior. Latim vulgar era o latim falado por todas as classes sociais em todos os lugares, em todo o período latino. Entendido como um ato de fala cuja finalidade principal era o simples intercâmbio social, é natural dizer que não há textos escritos em latim vulgar. Bonfante é incisivo: “No creo que se pueda decir que tenemos tres lineas escritas em latín vulgar”. Mas continua: “Por otra parte, tampoco existe – creo – autor ni obra latina alguna completamente exenta de palabras o expresiones vulgares o populares” (Bonfante, 1936, p. 77-78). Portanto, não está invalidada a documentação que podemos extrair, com a devida cautela, das chamadas fontes do latim vulgar. É que os textos escritos, por

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