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CONSIDERAÇÕES SOBRE A PEREGRINATIO AETHERIAE

Ao contrário, um autor muito cotado entre os que integram o rol de fontes do latim vulgar – Plauto – não é apontado por Marouzeau como “um exemplo de purismo?”:

Le mérite de Plaute est de parler proprement et purement “latin”; Plaute est un de ceux qui ont maintenir dans sa pureté la langue de Rome; il est un des champions de ce qui a été défini ci-dessus sous le nom d’“urbanitas” (Marouzeau, 1949, p. 27-28).

Plauto, campeão da urbanitas!

Ora, as differentiae apontadas pelos autores latinos quando não são distinções sutis, muito pessoais, na linha do que hoje se chama de gramatiquice – decorrente, aliás, de um ideal purista – são fatos da língua corrente dos latinos, da língua viva da comunicação oral. Preciosas differentiae que os gramáticos de todas as épocas condenaram, preocupados em redigir “guias de aurea latinitas para a leitura eficaz do velho patrimônio literário”! (Collart, 1972, p. 246)

Santo Isidoro de Sevilha, excluído por J. Collart do número de gramáticos que se limitaram ao “Diga não diga...” (porque “utilize differentiae et synonima comme une méthode pour la formation théologique de ses lecteurs” (ibidem, p. 245) diz que a língua latina, aliás as línguas latinas são quatro. Vale a pena transcrever o longo trecho para se ter uma idéia do que eram essas variantes:

Latinas autem linguas quattuor esse quidam dixerunt, id est Priscam, Latinam, Romanam, Mixtam. Prisca est, quam vetustissimi Italiae sub Iano et Saturno sunt usi, incondita, ut se habent carmina Saliorum. Latina, quam sub Latino et regibus Tusci et ceteri in Latio sunt locuti, ex qua fuerunt duodecim tabulae scriptae. Romana quae post reges exactos a populo

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