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CONSIDERAÇÕES SOBRE A PEREGRINATIO AETHERIAE

Romano coepta est, qua Naevius, Plautus, Ennius, Vergilius poetae, et ex oratoribus Gracchus et Cato et Cícero vel cetere effuderunt. Mixta, quae post imperium latius promotum simul cum moribus et hominibus in Romanam civitatem inrupit, integritatem verbi per soloecismos et barbarismos corrumpens. (Etymolologiarum Lib., IX, 1, 6-7).

Maurer comenta a definição da língua mixta de Santo Isidoro: “Não poderia haver definição melhor de latim vulgar” (Maurer, 1962, p. 96, nota 146).

Acrescentemos, para confirmar esse comentário de Maurer, que um pouco antes Santo Isidoro falando das cinco variantes da língua grega diz: “...prima dicitur κολγή, id est mix-ta, sive communis quam omnes utuntur” (Etym. Lib., IX, 1, 4).

Fiquemos por aqui. Procuramos interpretar alguns significativos trechos de autores latinos que, ao documentar e comentar fatos de sua própria língua, atestam uma percepção bastante nítida de variação lingüística e garantem a autenticidade de muitas formas “vulgares” que se generalizaram no românico.

7. Nos estudos de gramática comparada do século XIX, pareceu aos romanistas insatisfatório dizer simplesmente que as línguas românicas provêm do latim. De fato, não convence a ninguém essa “filiação” quando se tomam para confronto os textos literários que nos legaram os escritores latinos. Concluíram, com razão, que as línguas românicas se filiam a um outro latim. Então, criou-se a idéia de um latim “vulgar”,

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