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CONSIDERAÇÕES SOBRE A PEREGRINATIO AETHERIAE

dos cristãos, de tal forma, que o sábio S. Jerônimo, ao dar à Vulgata uma forma lingüística e literária menos vulgar, não hesitou em conservar muitos daqueles vulgarismos, naturalmente porque já não eram sentidos como tais (Cf. Mohrmann, 1965, III, p. 38).

Pois bem: os estudiosos da Peregrinatio Aetheriae constataram as correspondências entre as citações bíblicas da autora e a Vetus Latina e têm afirmado que Etéria não conheceu a Vulgata. Veja-se, por exemplo, Klein (1958).

Aí está a origem dos vulgarismos da Peregrinatio Aetheriae:

a) a língua oral, popular, já pelo V século bem diferente daquela que os textos escritos nos transmitem;

b) o latim que a nossa peregrina lia nas primitivas versões bíblicas e ouvia nas pregações.

Etéria não revela conhecimento dos “clássicos” cristãos, ela que seria contemporânea de uma enorme expansão do latim dos cristãos, o qual vai quebrando o rigorismo dos primeiros séculos e, agora fixado numa rica literatura, já tem condições de apreciar – com as reservas compreensíveis – os tesouros da cultura profana.

9. É hora de concluir. De quanto se escreveu neste capítulo creio que podemos chegar às seguintes conclusões:

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