X hits on this document

590 views

0 shares

0 downloads

0 comments

76 / 184

CONSIDERAÇÕES SOBRE A PEREGRINATIO AETHERIAE

Não há contradição em se afirmar que a Peregrinatio Aetheriae é uma fonte do latim vulgar, apesar do seu forte contingente da língua culta.

É, de fato, uma obra literária lato sensu por estar redigida numa língua que procura seguir as normas da língua literária tradicional. Mas é uma literatura que visa essencialmente à comunicação imediata. A autora quer, sobretudo, fazer-se entender, de onde o tom coloquial desse diário. Então a língua da obra é um latim culto/coloquial cristão, numa época em que já se conhecia um usus loquendi ecclesiasticus, um latim cristão que se denuncia logo pelo vocabulário. A gramática – e não poderia ser de outra forma – é basicamente a gramática latina tradicional com alguns “senões” que, considerados erros numa outra sincronia (período clássico), são, na verdade, formas de uma linguagem menos tensa, menos formal, muitas vezes realmente populares, que na época imperial (especialmente a partir do II século) vão cada vez mais ocorrendo nos textos. Mas isto é matéria dos capítulos seguintes.

Document info
Document views590
Page views590
Page last viewedSat Dec 10 15:01:51 UTC 2016
Pages184
Paragraphs1442
Words33413

Comments