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CONSIDERAÇÕES SOBRE A PEREGRINATIO AETHERIAE

3. Daí que, considerando agora o aspecto formal, achamos não ser sem importância comprovar na Peregrinatio Aetheriae o largo uso desses processos, especialmente daquele que no latim tem particular interesse – a sufixação. Digamos, desde logo, que em relação a neologismos a obra oferece poucos exemplos de “únicas atestações”, como assinalam certos dicionários: come (7,7), persubire (3,4), perdiscoperire (16,6), pergirare (19,9), perintrare (19,7), periunctus (4,1), archiotepa/archiotipa (19,6 – 19,6 – 19,15), sublinteatus (37,1), camsare (campsare) (10,8), antes só atestado em Ênio. Mas, uma análise da freqüência e do emprego de certos sufixos pode revelar-nos até que ponto a língua de Etéria se enraíza na mais autêntica tradição latina ou se mostra inovadora.

3.1 Começando pelos sufixos nominais, trataremos primeiro dos diminutivos, que na obra ocorrem com os sufixos –(c)ulus, -(c)ellus, -innus, -olus.

Diz-se que o latim vulgar manifesta sensível preferência por diminutivos. É que à idéia de “tamanho menor” se associam freqüentemente outras, como a de “carinho”, “afeto”, “desprezo”. Entende-se, pois, que se possa explorar um sentido pejorativo de comicidade, de ridículo ou um sentido melhorativo de afeto, carinho etc., matizes estilísticos que não escaparam à argúcia de Marouzeau (1945, p. 117-118). Ernout põe muitas reservas à opinião corrente “qui veut que

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