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CONSIDERAÇÕES SOBRE A PEREGRINATIO AETHERIAE

les diminutifs soient de la langue vulgaire” (Ernout, 1952, p. 82-85, especialmente a nota 2 da p. 82).

Na Peregrinatio são pouquíssimos os diminutivos e nem sempre têm esse sentido, como, aliás, se verificou na língua corrente, em que o desgaste do valor expressivo acabou por tornar o derivado sinônimo do primitivo. Aliás, o Appendix Probi aí está como documentação desse esvaziamento semântico: “auris non oricla”, “iuuencus non iuuenclus”, “fax non facla”, “neptis non nepticla”, “anus non anucla”, “mergus non mergulus” (Cf. Maurer, 1959, p. 234).

Vejamo-los, com indicação das ocorrências:

Anulus (2) que Blaise registra annulus (falsa analogia com annus?). É um diminutivo apenas formal, significa anel. As duas ocorrências estão em 37,3.

Arbuscula (1) diminutivo de arbor (6) – “statim sancti monachi pro diligentia sua arbusculas ponunt et pomariola instituunt uel orationes” (3,6) – arbusculas, “pequenas árvores”.

Asellus (1) “peruenimus ad radicem montis Nabau, qui erat ualde excelsus, ita tamen ut pars eius maxima sedendo in asellis possit subiri” (11,4) – asellis = asinis. Aliás, asinus não ocorre no texto.

Cancellus: 13 ocorrências das quais 3 no singular e 10 no plural. Ernout-Meillet informam que o singular é tardio. Diminutivo de cancri, -orum, “balaustrada”, “cerca”,

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