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CONSIDERAÇÕES SOBRE A PEREGRINATIO AETHERIAE

Sirvam de exemplos as tentativas de Cícero, admirável criador de palavras, para lançar o neologismo apropriado ou para escolher o termo da língua comum que substitua o helenismo: notitia rerum, depois cognitio ou intelligentia para traduzir énnoia; societas mortalium, humana societas e depois communitas, consortio, consociatio para koinonía (Cf. Marouzeau, 1949, p. 139).

Mas aqui nos interessa especialmente a perífrase de cunho popular, que serve bem à expressão do concreto e que se realiza em geral com os verbos que estão ao alcance da mão, os pitorescamente chamados verbos “passe-partout” (Vermeer, 1965, p. 16), ou verbos “fac totum” de Hoffmann (1958, p. 246): facere, habere, esse.

Éteria, na sua conhecida tendência para recorrer à língua oral, e no seu gosto das fórmulas feitas exemplifica largamente o uso das perífrases.

Alguns exemplos:

a) com facere: oblationem facere, orationem facere, ualem facere, mansionem facere, statiuam facere, commemorationem facere, aquam facere, septimanas facere, (h)ebdomadas facere, biduum facere, iactum facere, responsum facere, triduum facere, triduanum facere;

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