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PEDAGOGIA EM DEBATE ON LINE – TEXTOS   Livro Virtual

significa conhecimento e domínio do próprio conhecimento, sobre mecanismos ou maquinários, enquanto, alta tecnologia significa o mais avançado nível de conhecimento de mecanismos ultramodernos, ou seja, desta forma, conhecimento, cultura e educação estão intimamente interelacionados, principalmente na atual “supercultura” da informação [LULL,2001].

Atualmente, as tecnologias estão sendo traduzidas pelas interfaces dinâmicas, e estão se tornando o principal meio de suporte da chamada “supercultura”, pois determina a essência desta “supercultura”, que se relaciona e mede as esferas culturais atualmente existentes. Conforme ainda Lull, na “supercultura” atual em qual vivemos, as tecnologias com interfaces dinâmicas como calculadoras, computadores, TVs e vídeos, estão dentro desta matriz cultural que os indivíduos criam para si mesmos, onde o acesso a recursos culturais, muitas vezes “distantes” se expande de maneira considerável, sendo que a essência da “supercultura” reside nas interfaces dinâmicas. A interface dinâmica é uma componente base das aplicações multimídia, estabelecendo interações e comunicação entre a aplicação e o utilizador.

Contudo, correlacionando a cronologia de idéias, conforme a antropologia moderna com a “supercultura” de interfaces dinâmicas, percebe-se que o ser humano é essencialmente uma espécie instrumental ou tecnológica, e analisando-se esta evolução pelos instrumentos de contagem ou cálculo, além do termo comum homem-máquina, mais especificamente o homem-máquina-de-calcular, ou o homem-interface-dinâmica, da “supercultura” da informação, iniciou sua trajetória evolutiva a partir do domínio dos materiais, partindo-se do extrativismo natural. Ou seja, dominando primeiro suas mãos, depois objetos naturais como pedras, conchas, gravetos ou folhas, determinando simbolicamente as “contas”, assim por diante, refinando materiais e usando-os em novos instrumentos, aperfeiçoando estes para “contadores” ou calculadoras, como ábacos e calcx ou calculus5 [LEAD, 1999] e [HOFSTRA, 2000]. Para então, num processo cada vez mais acelerado e menor na linha do tempo, dominar materiais para implementar novos instrumentos de contagem, tendo inclusive, em certos momentos, como no caso de Charles Babbage, em 1823 [LEAD, 1999], tendo interrompido o avanço de seus instrumentos, mas não de suas idéias analíticas, pela falta de refinamentos de materiais, ou neste caso, a não invenção da eletricidade ainda, que apenas foi inventada após, em 1832 por Michael Faraday e Volta, e 1879 a lâmpada por Thomas Edison [GE, 2002], determinando um hiato em equipamentos pela falta de componentes e dispositivos capazes de compor ou resolver a ativação de um instrumento, como a famosa Difference Engine de Babbage [LEAD, 1999] e [HOFSTRA, 2000], projetada para operar mecanicamente, mas nunca efetivada como máquina de calcular.

Porém, quanto ao princípio cronológico da evolução, enquanto espécie homo sapiens percebe-se que essa evolução somente avança a partir do refinamento de

5 O vocábulo calculus para o ábaco romano designava pedra, o que acabou determinando o termo cálculo, de calcular, equacionar, posteriormente em línguas neolatinas como o português.

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