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PEDAGOGIA EM DEBATE ON LINE – TEXTOS   Livro Virtual

das oportunidades de desenvolvimento de suas habilidades e potencialidades. Portanto, referem-se aos laços afetivos em geral, às relações interpessoais, e às possibilidades de participarem de atividades que contribuam para o desenvolvimento em múltiplas esferas, tais como a cognitiva, emocional, social, cultural, vocacional e criativa.

Para efetivar a promoção do desenvolvimento da criança, através da participação e fortalecimento das bases de apoio familiares e comunitárias, são necessárias parcerias eficientes, ágeis e harmoniosamente interligadas para concretização dos objetivos que pretendemos desenvolver na esfera das políticas públicas.

Estas parcerias deverão contemplar a interface com as universidades e comunidades em geral, devendo estar incluídos nesse processo os Conselhos Tutelares, Organizações Não-Governamentais, Associações Comunitárias, Escolas, Creches, Igrejas e demais segmentos sociais dispostos a colaborarem com a participação direta, responsável e consciente da família.

           A participação das comunidades, no diagnóstico, na elaboração e na gestão das políticas e programas é condição estrutural para que as famílias se reconheçam pertencentes aos programas e projetos desenvolvidos junto a seus filhos pelo Poder Público. A prática verticalizada na implementação de programas sociais, consolida o distanciamento das comunidades na sua execução, o que as faz desconsiderar esses programas sociais como efetivas bases de apoio.

          Para atuar no fortalecimento das bases de apoio é preciso que seja reconhecido pelas políticas públicas o saber presente no arcabouço cultural e social das comunidades, de maneira que se possa identificar as demandas reais e as potencialidades existentes.

O Estatuto da Criança e do Adolescente determina que  a família, a comunidade, a sociedade em geral e o Poder Público devem assegurar com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte , ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência  familiar e comunitária (artigo 4o.).

Para tanto, é fundamental deslocar o foco do risco para o foco da promoção e desenvolvimento, instituindo um novo paradigma que supere o paradigma de risco para o paradigma do desenvolvimento e bases de apoio.

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