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PEDAGOGIA EM DEBATE ON LINE – TEXTOS   Livro Virtual

ensinar a uma mera técnica. Os professores tornam-se seguidores de regras, leitores de livros-guias e são desencorajados a se engajarem em atos interpretativos.” Na seqüência de sua colocação, ele chama também a atenção para o individualismo que “é criado para colocar os futuros professores uns contra os outros numa competição por notas, elogios dos supervisores, recursos instrucionais e idéias, e, naturalmente, por posições nas escolas.” Esta atitude individualista “mascara os interesses comuns dos professores e obscurece a necessidade de uma ação coletiva dos professores na luta pela mudança educacional.” E mais ainda ele acrescenta: “os professores agirão como consumidores, não como produtores de conhecimentos. Como consumidores, as histórias de vida e experiências dos alunos dos cursos de formação de professores são irrelevantes.” (p. 20)

Diante deste argumento encontra-se indicadores para entender porque os professores tendem sempre a ter uma preocupação maior com a técnica, preocupados apenas em aprender  “receitas” para seguir à risca. Não há uma preocupação em querer entender o processo, refletindo sobre as fases do mesmo, de forma a compreender o que está fazendo. Perde-se a criatividade, a cooperação e a preocupação com a mudança. Passa-se a assumir uma passividade em termos de construção do conhecimento, que é buscado pronto e acabado. Há um desprezo pela bagagem intelectual que qualquer tipo de aluno leva à sua formação.

Trabalhando com informática na educação observa-se a dificuldade que a maioria das escolas têm em tornar qualquer tecnologia uma ferramenta educacional. Entre ela e a educação há um distanciamento que não possibilita um uso que possa ser considerado pedagógico. As atividades são nitidamente separadas, por exemplo: num instante se faz as ações com o computador, noutro, as educacionais.

A escola, inserida num contexto social que tem uma dinâmica de mudanças mais veloz, continua com práticas pedagógicas que resistem às exigências de um novo cenário que surge, o qual estabelece relacionamentos entre atividades que antes não se comunicavam. “Na verdade, as realidades são outras e os sistemas de relações que elas presidem são nitidamente novos. A globalização ou internacionalização deixa de ser palavra para se tornar paradigma do conhecimento sistemático da economia, política, ciência, tecnologia, informação e espaço.” (BASTOS, 1996, p. 2)

Nesse contexto, a educação, em todos os níveis, tem que considerar esse novo paradigma emergente (MORAES, 1997) e passar a encarar os desafios que surgem, com

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