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PEDAGOGIA EM DEBATE ON LINE – TEXTOS   Livro Virtual

a introdução em seu meio de uma tecnologia que antes lhe parecia inimiga. “Os desafios situam-se na busca de novos conceitos e práticas que irão reformular as dimensões da tecnologia, do papel social do técnico inserido numa sociedade em mutação e do perfil de docentes e alunos que irão atuar num mundo tecnologicamente diferente.” (BASTOS, 1996, p. 1)

Para absorver tal linha de raciocínio, conforme BASTOS(1996) “a escola, qualquer que seja sua modalidade, terá que ser menos formal e mais flexível, para não apenas transmitir conhecimentos técnicos e livrescos, mas para gerar conhecimentos a partir das reflexões sobre as práticas inseridas num mundo que age e se organiza diferentemente dos esquemas tradicionais.” (p. 2)

Ao inserir uma tecnologia de ponta na educação, como é o computador, nada melhor do que a escola procurar rever sua postura educacional e não simplesmente ir colocando tal equipamento em seu meio, assumindo modismos que só lhe dá uma máscara de novo, de moderno, ou apenas passa a sofisticar as formas pedagógicas consideradas errôneas.

Um outro aspecto a ser considerado é no que diz respeito ao recurso tecnológico em si. Qualquer que seja a abordagem metodológica adotada para inserir uma tecnologia nas ações pedagógicas da escola, principalmente no processo ensino-aprendizagem, uma coisa se torna primordial: “o psicopedagogo precisa conhecer os recursos da tecnologia para escolher aqueles que poderão servir a seus claros propósitos práticos e teóricos. Além disso, é preciso dispor, como condição essencial, de um modelo de metodologia para o uso de tais recursos” (FAGUNDES, 1996, p. 24).

Fagundes, ao fazer este comentário, se refere ao psicopedagogo, mas tal afirmação serve para qualquer educador que assume uma atividade pedagógica em que o computador está sendo utilizado. Prosseguindo na argumentação ela diz:

Preenchida essa condição, pode-se encontrar um uso para a interação do aluno com a máquina que enriqueça de modo completamente inovador os ambientes de aprendizagem. Por duas razões fundamentais:

As restrições físicas e lógicas dos sistemas informáticos, para registrar a representação de quem os está programando, exigem definições e redefinições cada vez mais precisas, mas sempre possíveis;

As definições e as redefinições que o sujeito seja estimulado a processar na proposta (ou design) e no desenvolvimento de um projeto, que seja uma escolha sua, pessoal, podem ser apoiadas pela própria atividade prazerosa de poder ‘compreender’ o que consegue ‘fazer’. (p. 25)

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