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PEDAGOGIA EM DEBATE ON LINE – TEXTOS   Livro Virtual

o que realmente conta na vida, em sermos humanos (…). As crianças tomam isto tudo no seu dia a dia, tão inconscientemente como o respirar. Isto tudo trabalha de maneira sutil na formação de seu caráter.  (pp. 154 -155, minha tradução)

A forma de ser e agir do professor influencia também na prática social de seus alunos. Veja por exemplo o que dizem OLIVEIRA e DUARTE (1987) sobre este assunto:

O modo como o professor desenvolve o seu dia-a-dia em sala de aula (independentemente ou não do discurso que proclama) contribui em muito (sabendo-se disso ou não) para a formação da postura do aluno (tanto no que diz respeito ao seu pensamento como a sua ação), dentro e fora da escola, em relação a si mesmo, aos demais membros de grupos dos quais faz parte, enfim, em relação à prática  social na qual se insere. ( p.50)

Outros autores também remarcam que a forma de agir do professor, a postura que adota diante dos conhecimentos que trata, transmite aos mesmos uma determinada epistemologia. PALMER (1993) bem sintetiza os pensamentos acima na seguinte afirmação:  “A forma com que o professor trabalha passa tanto uma epistemologia quanto uma ética aos alunos, tanto uma forma de conhecer e uma forma de viver.” (minha tradução, p.29)  

A forma com que ensinamos deve ser consistente com os objetivos e conteúdos a serem atingidos. Por exemplo, se a escola se propõe a difundir a noção que os conhecimentos são historicamente construídos, dinâmicos e em constante processo de mudanças, os conteúdos abordados em sala de aula não podem ser trabalhados de forma estática e dogmática. Precisamos, de certa forma, criar a oportunidade para que juntamente com nossos alunos possamos construir/reconstruir, analisar e criticar os conhecimentos trabalhados.  Outro exemplo, digamos que a escola objetive promover em seus alunos um espírito crítico e o desenvolvimento de conhecimentos e competências para que possam ativamente e efetivamente contribuir para a transformação da realidade em que vivemos. Digamos, entretanto que nós enquanto professores desta escola somos autoritários e não permitimos que nossos alunos tomem parte dos processos de decisão na sala de aula ou que façam qualquer tipo de questionamento com relação ao que acontece na instituição educativa. Neste caso, o  nosso “fazer” acabará por contradizer os objetivos da escola.  Como podemos ver nestes exemplos, e como diz WACHOWICZ (1989) entre outros,  a  prática do professor é essencial para que possamos cumprir a teoria e  não o contrário desta teoria.

Concluindo

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