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PEDAGOGIA EM DEBATE ON LINE – TEXTOS   Livro Virtual

Num sentido amplo, pode-se falar de violência ideológica, moral, etc. – esta violência simbólica que faz obedecer sem a percepção lúcida do real. Trata-se de uma ação exercida diretamente sobre a consciência tendente a transformá-la ou a orientá-la numa direção mediante o debilitamento ou destruição de suas defesas. Nesse sentido, a violência ideológica ou moral se contrapõe literalmente à ação exercida sobre a consciência por meio da educação.

ANDRADE (1999, p. 113) ressalta a contribuição que os três grandes paradigmas epistemológicos atuais, o funcionalista, o materialista-dialético e o estruturalista vêm dando ao enriquecimento semântico do conceito de violência e que muito nos elucida na compreensão da violência sofrida pelos profissionais da educação no Brasil

Se, para o funcionalismo, a violência constitui uma anomia, numa sociedade idealizada sem conflitos, as duas outras correntes são acordes em vê-la como uma resultante de um conflito, muitas vezes usada como um recurso do poder para oprimir e submeter ou para subverter o ordenamento do poder. Diferem ambas, contudo, nesse entendimento, uma vez que, para o estruturalismo, a violência é uma qualidade da própria arbitrariedade em que símbolos e idéias, regras e convenções são arraigados nos que fazem a coletividade, fazendo-o constituir-se a partir deles: este poder arbitrário é simbolicamente violento. As representações sobre a realidade coletiva dão-se, desde o início, por imposição social. Já para o materialismo dialético, a violência resulta das contradições entre capital e trabalho,  inserida na história e suscetível de ser transformada pelos homens.

A sociedade, complexo de relações marcadamente simbólicas, caracteriza-se pela violência a que estão, estiveram e estarão todos submetidos, em todas as relações de poder. Essa violência se dá não apenas fisicamente, mas também ideologicamente.

Se retomarmos a LDB, é importante destacar, dentre as atribuições que ela concede ao professor (Art.13,I), um nível mais rigoroso de formulação e responsabilidade, elencando, ao lado das incumbências já consideradas rotineiras, a participação na elaboração do projeto pedagógico da escola, espaço que pode vir a ser estimulador da conquista de crescentes estágios de autonomia escolar e de democratização da gestão.

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