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PEDAGOGIA EM DEBATE ON LINE – TEXTOS   Livro Virtual

tanto na escola como na produção, estabelece-se metas quantitativas e qualitativas em torno de um bloco de conhecimento. Na verdade, ao estabelecer-se esta meta, busca-se homogeneizar os sujeitos sociais, adotando uma postura indiferente com as diferenças, em torno de um alcançado uniforme. Estabelece-se também parâmetros quantitativos e qualitativos em torno do conteúdo absorvido e do comportamento apreendido pelo sujeito social cuja finalidade é a busca da homogeneidade. A homogeneidade como parâmetro faz surgir, no próprio processo do repasse do conhecimento socialmente produzido, uma divisão seletiva entre os que atinge a homogeneidade e os que não conseguem esta meta. Este corte diferencial se dá em duas dimensões: quando da socialização do conhecimento técnico para ser utilizado na produção e no repasse do conhecimento socialmente produzido a diferentes segmentos sociais na escola.

Ousaríamos dizer ainda que a lógica dos procedimentos metodológicos utilizados pelas instituições públicas de repasse do conhecimento socialmente produzido a diferentes segmentos sociais, assemelha-se à lógica do mercado. Pressupõe-se que o mercado enquanto elemento regulador das relações sociais, de conformidade com teoria liberal da lei da vantagem comparada, possibilita que todos os segmentos sociais tenham acesso a ele com igual condições, podendo se adaptar às regras homogêneas da oferta e da procura, de igual para igual.

A idéia de aproveitar estas conclusões obtidas com pesquisas junto à esfera econômica na escola, nasceu a partir do pressuposto que lá se tem um procedimento mais ou menos similar ao da produção no sentido do repasse do saber socialmente produzido a todos os segmentos sociais. Na escola, esta diferenciação constatada na esfera econômica pode ocorrer também, pois ela é entendida como um espaço público de repasse do saber socialmente produzido, ou, em certas circunstância, da própria produção do saber. A escola, ao exercer este papel, ela pode aprofundar as diferenciações sociais trazidas do contexto social e até mesmo excluir o cidadão do espaço escolar. Isso pode ocorrer porque a escola parte do pressuposto que os sujeitos sociais são homogêneos e, ao mesmo tempo, exige uma homogeneidade, quando cobra a aprendizagem de um padrão de conteúdos, a submissão de regras únicas para todos os sujeitos sociais e utiliza um procedimento metodológico para todos os sujeitos sociais independentemente da sua origem social. Assim como no âmbito da socialização do saber na produção, a premissa utilizada no repasse do saber dentro da escola é também o da dualidade entre o “apto” e o “não apto”. Vejamos, por exemplo, o papel da

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