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PEDAGOGIA EM DEBATE ON LINE – TEXTOS   Livro Virtual

adequada das tecnologias e demais estratégias para transformação dos sistemas econômicos, mas a racionalidade significa adotar procedimentos tecnológicos e metodológicos de dominação. Dominação em duas principais instâncias: sobre a natureza e sobre o conjunto das relações sociais. A racionalidade, através da técnica, subtende controlar o meio natural e o meio social para extrair destas o máximo possível de lucro. Na sociedade capitalista o saber técnico é um bem de capital. O segmento social (grupo ou classe) que dispõe do saber e do instrumental tecnológico tem poder de dominação e de controle sobre a natureza e sobre as relações de produção. Mesmo quando o Estado fomenta o desenvolvimento tecnológico, ele o faz lançando um processo de competitividade e/ou seletividade entre os sujeitos sociais e/ou grupos sociais. Isto porque o Estado parte do pressuposto que os segmentos sociais são homogêneos e impõe uma homogeneidade como padrão de racionalidade. Por exemplo, a racionalidade de um camponês é diferente de um técnico agrícola. Estes dois sujeitos têm acesso ao progresso tecnológico em condições diferenciadas. A racionalidade do técnico, evidentemente, aproxima-se mais do padrão homogêneo exigido pela política de fomente tecnológico.

Nesta dimensão, “o conceito de verdade deixa de ser uma qualidade fixa, sendo condicionado por uma função de poder que formaliza e justifica o que é aceitável. E essa aceitação é condicionada a visões concretas da sociedade política e seu desenvolvimento” (Brandão, 1984, p. 47).

Neste caso, o controlar e o dominar as relações sociais de produção e a natureza assume um papel excludente. A lógica da substituição dos fatores de produção, empregada pelas teorias da modernização exclui o homem, (e seu trabalho) seus hábitos culturais e os ciclos naturais. A técnica é superior e é colocada acima do natural, ela tem poder de dominar o natural. É nesta lógica em que podemos situar a devastação do meio natural, uma lógica não de inclusão mas de dominação e exclusão. No âmbito das relações de produção a técnica é utilizada como fator de dominação das relações de produção e, enquanto tal, na situação progresso tecnológico ela não absorve as diferenças, mas as exclui.

As políticas sociais e o preparo do “sujeito útil”

Em síntese, esta nova configuração que se instaura no âmbito das relações de produção em nossos dias, busca diferenciar com maior clareza a questão do trabalho e a do emprego. A garantia do emprego é substituída pela competitividade tecnológica

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