X hits on this document

487 views

0 shares

0 downloads

0 comments

21 / 176

PEDAGOGIA EM DEBATE ON LINE – TEXTOS   Livro Virtual

adquirida com o acesso ao conhecimento socialmente produzido. Nesta dimensão, o trabalho continua sendo o elemento integrador, e não mais o emprego. É exatamente nesta diferenciação que muitos analistas sociais se perdem ao afirmar que o trabalho não se constitui mais o elemento integrador no contexto da sociedade dos anos 90. É a partir desta ótica, não mais da garantia do emprego, mas do trabalho conquistado no âmbito da competitividade do mercado, é que atuam as instituições de repasse a diferentes segmentos sociais do conhecimento socialmente produzido. Trata-se de instrumentalizar os sujeitos sociais de um “conhecimento útil”, mas exige-se deles uma homogeneidade afinada a racionalidade instrumental.

As políticas sociais em geral, incluindo as da educação, tende a obedecer a lógica imposta pelo novo perfil de Estado e sociedade política dos anos 90. A tendência é que as políticas públicas atendam as demandas dessa nova configuração social surgida de segmentos dominantes da sociedade. E nesta dimensão, a produção do conhecimento e seu repasse aos diferentes segmentos sociais pode estar condicionado à demanda da nova configuração das relações sociais de produção dos dias de hoje.

 Um padrão que interessa à ordem constituída, que, no caso dos anos 90, deve se afinar ao padrão global, universalizante. As políticas públicas, de conformidade com o entendimento exposto acima, outorga à instituição estatal o papel de homogeneização dos sujeitos sociais, tomando-se como parâmetro o padrão referencial do momento. Entendemos que é nesta dimensão que se situa o fomento, pelas instituições públicas do fomento da produção e da socialização do conhecimento ao diferentes segmentos sociais.

A ordem do poder vigente, nos nossos dias, no Ocidente, é a do Estado Mínimo, quando, sintomaticamente, a garantia do emprego não é mais o elemento integrador e mecanismo igualador de diferenças. Nesse caso, o padrão referencial de igualar as diferenças passa a ser a competência tecnológica na perspectiva de continuar incluído no mundo da produção. Com isso o Estado se exime da responsabilidade pelas diferenças persistentes e/ou a exclusão, jogando sobre os sujeitos sociais a culpa de sua não homogeneização e a conseqüente exclusão. Mais do que o pleno emprego e a redistribuição fiscal, o Estado tende a assegurar a competitividade e as condições que a tornam possível, sejam elas inovações tecnológicas, garantias de flexibilidades do mercado de trabalho e a subordinação geral da política social à política econômica

Document info
Document views487
Page views487
Page last viewedFri Dec 09 16:35:25 UTC 2016
Pages176
Paragraphs1648
Words55761

Comments